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Mostrando postagens com marcador #Internet. Mostrar todas as postagens
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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Etiqueta nas redes sociais e nos negócios

Usar as redes sociais para se relacionar com os clientes tornou-se praticamente uma obrigação para a empresa se manter competitiva no mercado. No entanto, é necessário critério. Quando utilizadas de forma equivocada, elas podem trazer mais prejuízos do que benefícios. Esse ambiente virtual requer um código de conduta ou, em outras palavras, ter etiqueta, o que nem sempre é observado no dia a dia.

As redes sociais são uma vitrine e expõem seu negócio à opinião pública. O que for postado vai colar na imagem do empreendimento e contribuir para a clientela formar conceitos a respeito dele. Uma vez publicado algo na internet, você não tem mais controle sobre o alcance daquele conteúdo.

Há poucos anos, uma cliente foi xingada por uma loja virtual no Facebook (não vou citar nomes) porque reclamou a não entrega de um produto. O ocorrido ganhou enorme repercussão e revoltou os internautas que se manifestaram em massa. A empresa pediu desculpa e disse que demitiu o funcionário responsável pelos insultos. Mas o estrago já estava feito.

Desse episódio tiramos nossa primeira e fundamental lição: bom senso. Sem ele, lidar com o público vai ser um perigo permanente. Como alguém acha que pode resolver um problema com o consumidor partindo para a agressividade?

Junto com o bom senso, vêm educação, tolerância e simpatia. Quem atende deve manter a tranquilidade, apresentar argumentos sólidos e propor uma solução. Assim, a possibilidade de se chegar a um bom termo é bem maior.

Outra regra a ser seguida: ser relevante nas comunicações. As páginas mais interessantes vendem produtos, mas também oferecem informação. E jamais atropele o cliente com uma infindável quantidade de postagens. Ele tem outros interesses e não quer saber da sua empresa 24 horas por dia. Também evite posts polêmicos ou ofensivos.

Responda rápido e mostre interesse em atender. Deixar o cliente esperando seu retorno só vai irritá-lo e demonstrar menosprezo. As redes sociais exigem agilidade. E nada de resposta fria, padrão, que não diz nada. O consumidor quer ser tratado como único.

Por fim, não minta. Enganar o cliente é assassinar seu negócio.

Esses são apenas aspectos básicos, porém quando colocados em prática podem trazer bons resultados para a relação entre a micro e pequena empresa e seu público.

Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP
Fonte: AI

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Governo cria grupo de trabalho para mapear crimes de ódio na internet

Monitorar e mapear crimes contra os direitos humanos em redes sociais será a tarefa do grupo de trabalho lançado hoje (20) pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O objetivo, segundo a pasta, é receber e analisar denúncias sobre páginas da internet que promovem o ódio e fazem apologia à violência e à discriminação.

O grupo também será composto por membros da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Secretaria de Políticas para Mulheres, do Departamento de Polícia Federal, do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, avaliou como assustador o crescimento dos crimes de ódio no Brasil. Segundo ela, dados da SaferNet Brasil indicam um aumento entre 300% e 600% no registro desse tipo de violação no país entre 2013 e 2014. Para Ideli, a legislação brasileira precisa ser revista quando se trata de crimes cibernéticos.

“O crime virtual desemboca, infelizmente, no crime real”, disse ela, ao citar o caso da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, atacada por uma multidão e morta em maio, em Guarujá (SP), depois da publicação de um retrato falado em uma rede social de uma mulher que realizava rituais de magia negra com crianças sequestradas. A dona de casa foi confundida com a mulher do retrato falado.

Em oito anos, segundo o governo, a SaferNet Brasil recebeu e processou 3.417.208 denúncias anônimas envolvendo 527 mil páginas na internet. As demandas foram registradas pela população por meio de hotlines que integram a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos.

A ministra da Seppir, Luiza Bairros, destacou que o lançamento do grupo de trabalho ocorre no Dia Nacional da Consciência Negra. A ideia, segundo ela, não é criminalizar usuários de redes sociais, mas fazer valer os conceitos de democracia e desenvolvimento inclusivo.

“As desigualdades no Brasil foram muito naturalizadas ao longo do tempo”, disse. “Queremos desenvolver um trabalho bastante incisivo de condenação do preconceito”, completou.

O secretário executivo do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, avaliou que o grupo de trabalho deve lidar com um tema que se torna cada vez mais presente e que demanda uma atuação cada vez mais efetiva por parte do Estado brasileiro. Ele lembrou que os crimes de ódio nas redes sociais, muitas vezes, causam sofrimento, geram violência e divisão na sociedade. “Não podemos permitir que o que a internet representa hoje para nós seja desvirtuado de modo a causar violência, sofrimento e divisões”, ressaltou.

Além da criação do grupo de trabalho, o governo anunciou uma parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo. O Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da instituição – referência nacional em pesquisas sobre redes sociais – vai desenvolver um aplicativo para que a Secretaria de Direitos Humanos possa acompanhar a atuação das redes de apologia ao crime e também de redes de defesa dos direitos humanos.

Fonte: AB

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Estudioso afirma que “vício em pornografia é a maior crise que as igrejas podem enfrentar”

Durante uma conferência realizada na cidade de Nashville, sudeste dos EUA, o diretor-executivo da Associação de Conselheiros Bíblicos Certificados nos Estados Unidos, Heath Lambert, comentou sobre o vício em pornografia afirmando que essa é a maior crise moral que as congregações cristãs podem confrontar.

Em sua explicação sobre o tema, Lambert ressalta ainda que a pornografia é mais prejudicial que o divórcio e a homossexualidade. Ele afirma que muitos cristãos têm disposição para ir contra a homossexualidade, mas em seguida vão para seus computadores alimentarem o vício em pornografia.

Segundo o The Christian Post, Lambert afirma que sua preocupação com a pornografia se dá em função do lado oculto do problema, visto que muitas pessoas podem estar se autodestruindo escondidos na internet, sem ninguém ter noção do que acontece. Ele fala também sobre o papel que desempenha na luta contra o vício da pornografia e afirma temer o futuro de toda uma geração que pode vir a crescer tendo sua educação sexual baseada em um contexto pornográfico.

O estudioso alerta ainda para a omissão da igreja e de pastores ao problema o que, segundo ele, acontece por uma falha nas pessoas que imaginam que alguém que está firme na igreja não possa cair em tentação. Ele pede ainda que as famílias sejam uma extensão das orientações que a igreja deve conferir.

A sugestão do estudioso é de que os pais tomem as rédeas dentro de casa e eduquem seus filhos sobre a melhor forma de lidar com sexo, “buscando a pureza”.

Ele finaliza suas orientações afirmando que as igrejas devem reforçar o ensinamento de que os homens devem “ter olhos somente para suas esposas, sem se deixar perder para a inversão de valores da pornografia, que valoriza o sexo acima do sacrifício, do cuidado mútuo e dos ensinamentos de Jesus Cristo”.

Fonte: GM

sábado, 26 de abril de 2014

Entenda o Marco Civil da Internet

O Marco Civil da Internet foi apontado como referência mundial para as legislações que devem tratar da rede mundial dos computadores, durante o NetMundial – Encontro Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet, que reuniu governos, empresas, especialistas e ativistas em discussões sobre o futuro da rede.

Os princípios da lei – especialmente a garantia da neutralidade de rede, da liberdade de expressão e da privacidade dos usuários – foram estabelecidos para manter o caráter aberto da internet.

A neutralidade de rede prevê que o tráfego de qualquer dado deve ser feito com a mesma qualidade e velocidade, sem discriminação, sejam dados, vídeos, etc. Se essa neutralidade não fosse garantida, a internet poderia funcionar como uma TV a cabo: os cidadãos pagariam determinado valor para acessar redes sociais e outro para acessar redes e vídeos, por exemplo.

Outro princípio é a garantia da liberdade de expressão. Hoje, redes sociais, como Facebook e o Youtube, podem tirar do ar fotos ou vídeos que usem imagens de obras protegidas por direito autoral ou que contrariam regras das empresas. Por exemplo, fotos de integrantes da Marcha das Vadias com os seios à mostra ou vídeos que mostram partes de telejornais das emissoras já foram retirados do ar sem que os criadores desses conteúdos opinassem sobre restrição à veiculação. Com o Marco Civil da Internet, essas empresas deixam de ser responsáveis pelos conteúdos gerados por terceiros e não poderão retirá-los do ar sem determinação judicial, afora em casos de nudez ou de atos sexuais de caráter privado.

De acordo com o Artigo 19 da legislação, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário”.

O marco também garante a privacidade dos usuários da internet, ao estabelecer que informações pessoais e registros de acesso só poderão ser vendidos se o usuário autorizar expressamente a operação comercial. Atualmente, os dados são usados por grandes empresas para obter mais receitas publicitárias, já que elas têm acesso a detalhes sobres as preferências e opções dos internautas e acabam vendendo produtos direcionados.

Além dos direitos considerados princípios da internet no Brasil, 13 outros foram estabelecidos pela “Constituição da Internet”, como passou a ser chamada a regra. A inviolabilidade da intimidade e da vida privada e indenização em caso de violação; a não suspensão da conexão à internet, salvo por débito diretamente decorrente de sua utilização; a manutenção da qualidade contratada da conexão à internet são alguns dos direitos dos usuários.

Os internautas deverão, de acordo com a lei, ter informações claras e completas sobre os contratos de prestação de serviços e coleta, uso, armazenamento, tratamento e proteção de dados pessoais, bem como ter garantida a acessibilidade, levando em conta as características físico-motoras, perceptivas, sensoriais, intelectuais e mentais do usuário.



















































Fonte: AB

Entenda o Marco Civil da Internet

O Marco Civil da Internet foi apontado como referência mundial para as legislações que devem tratar da rede mundial dos computadores, durante o NetMundial – Encontro Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet, que reuniu governos, empresas, especialistas e ativistas em discussões sobre o futuro da rede.

Os princípios da lei – especialmente a garantia da neutralidade de rede, da liberdade de expressão e da privacidade dos usuários – foram estabelecidos para manter o caráter aberto da internet.

A neutralidade de rede prevê que o tráfego de qualquer dado deve ser feito com a mesma qualidade e velocidade, sem discriminação, sejam dados, vídeos, etc. Se essa neutralidade não fosse garantida, a internet poderia funcionar como uma TV a cabo: os cidadãos pagariam determinado valor para acessar redes sociais e outro para acessar redes e vídeos, por exemplo.

Outro princípio é a garantia da liberdade de expressão. Hoje, redes sociais, como Facebook e o Youtube, podem tirar do ar fotos ou vídeos que usem imagens de obras protegidas por direito autoral ou que contrariam regras das empresas. Por exemplo, fotos de integrantes da Marcha das Vadias com os seios à mostra ou vídeos que mostram partes de telejornais das emissoras já foram retirados do ar sem que os criadores desses conteúdos opinassem sobre restrição à veiculação. Com o Marco Civil da Internet, essas empresas deixam de ser responsáveis pelos conteúdos gerados por terceiros e não poderão retirá-los do ar sem determinação judicial, afora em casos de nudez ou de atos sexuais de caráter privado.

De acordo com o Artigo 19 da legislação, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura, o provedor de aplicações de internet somente poderá ser responsabilizado civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário”.

O marco também garante a privacidade dos usuários da internet, ao estabelecer que informações pessoais e registros de acesso só poderão ser vendidos se o usuário autorizar expressamente a operação comercial. Atualmente, os dados são usados por grandes empresas para obter mais receitas publicitárias, já que elas têm acesso a detalhes sobres as preferências e opções dos internautas e acabam vendendo produtos direcionados.

Além dos direitos considerados princípios da internet no Brasil, 13 outros foram estabelecidos pela “Constituição da Internet”, como passou a ser chamada a regra. A inviolabilidade da intimidade e da vida privada e indenização em caso de violação; a não suspensão da conexão à internet, salvo por débito diretamente decorrente de sua utilização; a manutenção da qualidade contratada da conexão à internet são alguns dos direitos dos usuários.

Os internautas deverão, de acordo com a lei, ter informações claras e completas sobre os contratos de prestação de serviços e coleta, uso, armazenamento, tratamento e proteção de dados pessoais, bem como ter garantida a acessibilidade, levando em conta as características físico-motoras, perceptivas, sensoriais, intelectuais e mentais do usuário.



Fonte: AB

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Marco Feliciano é o político mais influente no Facebook

Parlamentar tem o maior número de admiradores na rede social

Após o estardalhaço com a sua passagem pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano, deputado federal pelo Partido Social Cristão (PSC) de São Paulo, tornou-se o político mais influente na maior rede social do mundo, o Facebook.

De acordo com a plataforma Social Bakers a página no Facebook de Feliciano é a que mais cresceu durante o mês, seguida pela página oficial do Exército Brasileiro e pela página do pré-candidato à presidência da República Eduardo Campos. O deputado federal também ocupa o primeiro lugar no ranking entre os políticos com mais “curtidas” em suas páginas.

A página do pastor Marco Feliciano está com 840.713 admiradores. Em segundo lugar está o ex-jogador Romário, hoje deputado federal, que possuí 820.897, seguido por Eduardo Campos. O presidenciável tem 787.537 admiradores na rede.

Em quarto lugar está Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, fundadora do movimento Rede Sustentabilidade e candidata que em 2010 atingiu mais de 20 milhões de votos durante as eleições para Presidente da República. Marina reúne 611.228 admiradores em sua página oficial.
Ascensão e desprezo partidário

Apesar da ascensão política e de ter sido responsável pela maior visibilidade que seu partido já teve, Feliciano sofre pelo desprezo da liderança nacional que mesmo conhecendo o desejo do parlamentar em disputar uma candidatura ao Planalto preferiu lançar o pastor Everaldo Pereira, que nunca ocupou cargo eletivo.

Fonte: GP

Neutralidade da rede fica fora do texto final do NETmundial

A neutralidade da rede ficou de fora do documento final do NETmundial – Encontro Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet. O princípio de que não pode haver discriminação dos tipos de dados que trafegam na internet não foi incluído no acordo apresentado ao fim do encontro, que reuniu representantes de 80 países. Cerca de 900 pessoas, entre integrantes de governos, empresas, especialistas e militantes discutiram governança na internet, durante dois dias, na capital paulista.


Com duas horas de atraso, começou a ser apresentado às 20h de hoje (24) o texto final das premissas acordadas no evento. As recomendações buscam estabelecer princípios comuns e apontar um roteiro para o desenvolvimento da rede nos próximos anos. As discussões começaram a partir de um documento elaborado com contribuições de todos os setores envolvidos em 46 países. O texto foi então aberto para consulta pública durante o evento.

Os pontos que despertaram mais atenção foram vigilância e coleta de dados em massa. Ficou decidido que essas práticas, assim como a interceptação de comunicações, devem ser feitas observando as leis internacionais de direitos humanos. Também foram acordados pontos para que haja pluralidade e transparência na administração da rede. A íntegra está disponível na página do fórum.

Apesar de ter sido aprovado por quase todos os países envolvidos, o texto recebeu ressalvas de algumas delegações. Os representantes da Rússia criticaram o processo de formulação do documento. “Nós estamos no escuro a respeito de como foram selecionadas as contribuições”, ressaltaram os representantes russos.  Para eles, faltou transparência no processo.

A comissão da Índia disse que não teve tempo suficiente para avaliar o conteúdo do documento. Os indianos querem que os artigos sejam analisados por organizações estatais e não governamentais em seu país, antes de se manifestarem contra ou a favor dos termos.

Os cubanos aprovaram o documento. Entretanto, a delegação disse que o texto tem “limitações”. Para eles, o acordo “não dá a relevância necessária ao direito ao desenvolvimento, à educação e ao conhecimento”.

Representantes da sociedade civil escreveram um manifesto em que se dizem desapontados com o resultado do encontro. Na opinião dessas entidades, que representaram quase um quarto dos participantes, os termos não estabelecem de forma satisfatória salvaguardas ao direito à privacidade e à liberdade de expressão.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, se disse satisfeito com o resultado do encontro. “Eu considero uma façanha termos chegado ao ponto que chegamos. Era um público muito diversificado: gente de governos de todas as tendências e matizes ideológicos, setor privado, academia, sociedade civil”, destacou.

De acordo com o ministro, a neutralidade da rede, defendida pelo governo brasileiro, ficou fora do texto final por pressão dos Estados Unidos e da União Europeia. “Imagino que as empresas de telecomunicações tenham atuado também. Não vi isso nitidamente, mas vocês sabem que eles têm posição contrária”, acrescentou.

O ponto, no entanto, foi colocado no fim do documento, sobre os temas em que é necessário haver mais discussões. “O que eu acho que poderia ter sido feito é uma formulação bem mais precisa e mais clara, que seria escrever neutralidade de rede no documento”, enfatizou. Segundo ele, os europeus não quiseram se comprometer com o tema, porque vão aprovar uma regulamentação própria para o bloco, em breve. Bernardo lembrou, entretanto, que o ponto consta do Marco Civil da Internet sancionado pela presidenta Dilma Rousseff na abertura do fórum.

Bernardo disse ainda, que no espírito do texto aprovado o governo brasileiro pretende atuar ostensivamente para universalizar o acesso à rede no país. “Eu tenho já orientação da presidenta Dilma que o governo vai fazer investimento em áreas que temos dificuldades de promover a universalização apenas com os investimentos privados”.

Fonte: AB

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Encontro em SP reúne 80 países para debater governança da internet

A presidenta Dilma Rousseff e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, participam hoje (23) da abertura do evento  NETmundial – Encontro Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet, em São Paulo. O evento vai reunir representantes de mais de 80 países e terá como foco a elaboração de princípios de governança da internet e a proposta de um roteiro para a evolução do sistema.

Durante o encontro, Dilma deverá apresentar o novo Marco Civil da Internet, aprovado ontem (22) no Senado. O NETmundial é organizado em parceria entre o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e a /1Net, fórum que reúne entidades internacionais envolvidas com a governança da internet. O evento contará com a participação de governos, da sociedade civil, academia, de organismos e entidades internacionais, bem como de comunidades técnicas e empresariais.

Na abertura do NETmundial também estão previstas as participações do subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Wu Hongbo, do presidente da Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Icann, na sigla em inglês), Fadi Chehadé, e do coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Virgílio Almeida, que também é o coordenador do evento.

A ideia de o Brasil sediar um encontro mundial sobre o futuro da governança da internet surgiu a partir do discurso da presidenta Dilma Rousseff na abertura da Assembleia Geral da ONU, no ano passado, quando ela defendeu o estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e o uso da internet na proteção de dados. Também no ano passado, Dilma Rousseff disse que assim que fosse aprovado pelos parlamentares, o projeto do Marco Civil da Internet no Brasil será enviado como proposta à ONU.

A organização do evento disponibilizou para consulta pública o documento de referência que será guia para as discussões entre os participantes. As 188 contribuições de conteúdo que serviram de base para a elaboração do documento foram enviadas por representantes da sociedade civil, do setor privado, da academia e da comunidade técnica global, totalizando 46 países. O documento poderá receber comentários da população, que serão consideradas durante as discussões no evento. As contribuições podem ser feitas no site http://document.netmundial.br

Segundo o documento, entre os princípios de governança da Internet estão a liberdade de expressão, privacidade, acessibilidade, liberdade de informação, diversidade cultural, segurança, arquitetura aberta e distribuída, os padrões abertos e o ambiente propício à inovação e criatividade.

Fonte: AB