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sábado, 24 de maio de 2014

Marcha das Vadias, em SP, destaca que sexo sem consentimento é estupro

Em sua quarta edição, a Marcha das Vadias, em São Paulo, tem como tema “Sexo sem consentimento é estupro”. A manifestação ocorreu no Vão Livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e teve como itinerário descer a Rua Augusta, no centro da capital, em passeata até a Praça Roosevelt, ao lado da Igreja da Consolação.

Na concentração, centenas de manifestantes portavam cartazes com dizeres como “Meu corpo me pertence”, “Não saí da sua costela, você que saiu do meu útero” e “Não é não”.

“Em violência sexual, quem cala não consente. O consentimento tem de ser explícito; se não existir, é estupro. Muitas vezes, as mulheres se calam por medo, ela está atemorizada, teme que aconteça uma violência ainda maior. Ou porque aquilo está sendo cometido por uma pessoa que ela confia muito, que é da família dela, que às vezes é o marido dela, é o namorado”, disse Patrícia Diniz, uma das organizadoras do ato.

Segundo dados divulgados pelas organizadoras da marcha, 64% dos estupros ocorrem na casa da vítima e apenas 18% em vias públicas. E apenas 30% dos crimes são praticados por desconhecidos.

“Ela não quer fazer sexo, ela não quer fazer determinada prática sexual, mas acontece aquilo porque ela não disse não claramente. A gente quer também que os homens se eduquem e percebam quando eles podem agir”, disse Patrícia Diniz.

Algumas manifestantes usavam uniformes de jogadores de futebol, e questionavam os gastos para a realização da Copa do Mundo no Brasil. “Para a Copa são destinados milhões. Mas para o combate à violência contra a mulher não há recursos”, observou a ativista Lícia Ferreira.

Em São Paulo, o Hospital Pérola Byington é referência para o atendimento a vítimas de violência sexual. No local, é possível fazer exame de corpo de delito e receber cuidados médicos e assistência jurídica. É possível também buscar orientação pelo Disque Mulher 180, do governo federal, além da Delegacia de Defesa da Mulher.

A marcha teve início em 2011, no Canadá, quando um policial disse às estudantes da Universidade de Toronto que para se proteger de uma onda de violência sexual, as mulheres deveriam não se vestir como vadias. Três mil pessoas tomaram as ruas da cidade em um manifesto denominado SlutWalk, no Brasil conhecido como Marcha das Vadias.

Fonte: AB

sábado, 10 de agosto de 2013

Manifestantes que ocupam Câmara Municipal se reúnem com presidente da Casa no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Os manifestantes que ocupam a Câmara Municipal desde a manhã de ontem (9), protestando contra a composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Ônibus, tem reunião marcada para as 11h com o presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB). Segundo o coronel Mauro de Andrade, negociador da Polícia Militar, a reunião será fechada à imprensa. A Casa deverá divulgar um comunicado após o encontro.

Fonte: AB

terça-feira, 9 de julho de 2013

Depois de manifestação em Vargem, Rodovia Fernão Dias é liberada e tem congestionamento

A Rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte, tem 12 quilômetros de congestionamento, sentido São Paulo, reflexo de uma manifestação feita por volta das 15h30 na região da cidade de Vargem (SP). De acordo com informações da Autopista Fernão Dias, que administra a via, a estrada ficou fechada nos dois sentidos por volta de uma hora e meia.

Segundo a concessionária, a pista sentido Belo Horizonte foi liberada às 16h17 e no sentido São Paulo a liberação, às 17h04. No momento do protesto a retenção foi 3,4 quilômetros no sentido Belo Horizonte e 9 quilômetros no sentido São Paulo.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, a manifestação teve a participação de 200 moradores de Vargem que pediam a isenção da tarifa de pedágio de R$ 1,40 para aqueles que residem na cidade.

Fonte: AB

terça-feira, 2 de julho de 2013

Bloqueios nas estradas podem atrasar entregas de cartas e encomendas, dizem Correios

Os protestos de caminhoneiros, que provocam bloqueios, desde ontem (1º), em estradas de diversos estados, podem causar atrasos nas entregas feitas pelos Correios. Por meio de sua assessoria, a empresa informou que, diante das alterações no tráfego em várias rodovias, em razão das manifestações, "poderá haver atraso das linhas de transporte responsáveis pelo encaminhamento da carga e, consequentemente, na entrega dos objetos postais".

A empresa acrescentou que, para reduzir os prejuízos, estão sendo adotadas medidas como a transferência do transporte de encomendas expressas para o modal aéreo, quando possível.

Na manhã de hoje (2), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou boletim com registro de interdições, totais ou parciais, em estradas federais em sete estados. Minas Gerais concentrava o maior número de bloqueios: sete em duas rodovias, a BR-381 e a BR-040. Também foram registradas interdições em estradas do Rio Grande do Sul, da Bahia, do Espírito Santo, de Mato Grosso, do Paraná e do Rio de Janeiro. Um novo boletim com o panorama nacional dos protestos em rodovias federais será divulgado esta tarde.

Além dos protestos em estradas federais, ocorreram paralisações em outras vias. Em São Paulo, durou quase duas horas e meia o bloqueio na Marginal Pinheiros, no sentido Rodovia Castello Branco, provocado por um protesto de caminhoneiros que começou às 7h desta terça-feira..

Também pela manhã, após mais de 26 horas de bloqueio, a Tropa de Choque conseguiu retirar manifestantes que interditavam a Rodovia Cônego Domênico Rangoni, na Baixada Santista. O grupo protestava contra a Lei 12.619/12 – que regulamenta a profissão de motorista – e a cobrança de tarifas para caminhões por eixos, mesmo quando passam pela praça de pedágio com os eixos suspensos. Eles também reivindicam redução de 50% na tarifa do pedágio durante a madrugada e a diminuição no preço do óleo diesel por meio de subsídios.

Fonte: AB

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O $how tem que parar! Grupo faz manifesto na Marcha em São Paulo

Vaias. Frases de efeito: "Jesus te ama", "vai se converter". E por que tudo isso? Por conta das faixas a seguir:

Sim, é isso mesmo. Fomos considerados "fariseus" porque portávamos faixas e camisetas com versículos bíblicos, versículos que deveriam fazer parte do livro que a multidão que seguia os trios-elétricos gosta de dizer que lê e estuda.

Pensando bem, não fomos vaiados. Quem foi vaiada foi a Palavra de Deus.

Um dos diálogos durante a marcha em São Paulo:
(um dos nossos, quando os versículos das faixas eram repudiados por uma manifestante): "Você precisa estudar a Palavra!"
(manifestante): "Eu não quero a Palavra, eu quero é Jesus!"

Esse diálogo nos explica muita coisa! Explica que muitos que seguem "marchando", "pisando na cabeça de satanás" (como a oração do Apóstolo Hernandes pedia), "declarando vitória", lá estão sem nem saber quem é realmente Jesus. Se soubessem, saberiam da importância de conhecer e estudar a Palavra. Saberiam que apenas o estudo da Palavra nos impede de cair na armadilha dos lobos devoradores e seus discursos cheios de meias-verdades que tendem a parecer verdade absoluta. Se o povo que se diz evangélico conhecesse e estudasse a Palavra, não haveria campo para a expansão da Teologia da Prosperidade e outras pseudo-doutrinas cristãs.

Mas o povo, no geral, não quer a Palavra, pois estuda-la é chato, dá trabalho, toma tempo, as letrinhas são muito pequenas, o livro tem muitas páginas, haja paciência. O negócio é ir direto ao ponto, seguindo o ensino preguiçoso de muitos líderes: querer Jesus, como se esse querer fosse um comando mágico que mudasse nossa vida e história num piscar de olhos.

Não é assim. É preciso que nos despojemos de nós mesmos, que tomemos nossa cruz e O sigamos, e segui-Lo implica em fazer as coisas que Ele ensinou. E tudo isso só se aprende na Palavra de Deus.

Não ficamos chateados ou amedrontados por sermos alvo de vaias e frases que nos acusam de não sermos cristãos. O que nos chateia, frustra, magoa, entristece e até dá uma certa ira santa é ver tanta gente que se diz evangélica, cristã, mas que, como me disse outra manifestante, está vivendo a "modinha do momento". Afinal, hoje o legal é ir na igreja, comemorar na balada gospel sem álcool, dizer que foi no congresso do apóstolo (?) do momento, participar do show gospel e da marcha para Jesus. Isso hoje em dia é até chique, é "da hora", é muito bom diante da sociedade.

Ser evangélico hoje é tão bom que nos damos até o direito, aqui no Brasil, de lutar pelos nossos interesses pessoais e políticos. A "modinha" pegou tanto e tão bem que hoje temos representantes em todos os setores do governo, incluindo uma "bancada evangélica". Na verdade, estamos muito próximos de vir a ter um(a) presidente evangélico, e aí será a "glória", pois os profetas de plantão finalmente bradarão aos quatro cantos que "o Brasil É do Senhor Jesus".

Mas a Bíblia diz que ser seguidor de Jesus Cristo implicaria em sermos inimigos do mundo, ou seja, odiados e perseguidos.

Quem está errado nessa história? A Palavra de Deus ou os líderes que pregam a amizade com o mundo?

Participando da Marcha para Jesus em São Paulo (e em qualquer outra nesse país) chegamos a conclusão de que a Palavra de Deus está errada. O mundo não é inimigo dos cristãos, o mundo não nos odeia. No trio-elétrico principal havia muitas autoridades políticas do mundo apoiando a Marcha e seus evangélicos. No palco principal teve discurso do governador Geraldo Alckmin, do ex-prefeito Gilberto Kassab, do representante da presidente Dilma, Gilberto Carvalho, além do arroz-de-festa gospel Marco Feliciano e outros mais.

Além de tudo isso os evangélicos, através de seus líderes, ficaram tão amigos do mundo que nos cerca que até se associaram ao que antes representava o mal supremo: as Organizações Globo. Atualmente a Globo investe no mercado gospel contratando cantores evangélicos, além de que no mês que vem teremos a Feira Internacional Cristã - FIC (com Mamom?), onde o mundo, digo, a Globo lucrará alegremente intermediando o mercado gospel em expansão.

Será que a Palavra de Deus está errada, como nos faz pensar as "marchas" e o atual contexto de boa parte das denominações ditas evangélicas?

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou." - João 15:18-21

Apesar de tudo, havia algumas pessoas sinceras naquele lugar, como se era de esperar. Havia os que se ajoelhavam e oravam fervorosamente; os que liam e entendiam, ou pelo menos buscavam refletir, sobre o conteúdo das faixas. Um pai e seu filho se juntaram a nós em certo momento, portanto cartazes onde traziam de forma simples uma reflexão sobre a Teologia da Prosperidade. Uma senhora e sua filhinha portavam cartazes agradecendo e glorificando a Deus por curas recebidas.

Poderia escrever mais sobre a Marcha, mas seria apenas a repetição de artigos das marchas anteriores. Deixo para apreciação (?) um vídeo com um resumo do que lá aconteceu: as vaias, as frases, pessoas se colocando na frente das faixas, estendendo roupas e bandeiras para tentar encobrir os versículos bíblicos que tanto lhes incomoda. Um festival de horrores.

Iniciei esse artigo com um diálogo sobre versículos que portávamos. E quero termina-lo com outra situação também relacionada com as faixas.

Duas crianças vestidas de forma bastante simples se aproximaram das faixas. A maiorzinha começou a ler para ela mesma e para a menor, de forma bem pausada:

"Se no Cristianismo prosperidade financeira é o que importa,
Por que Jesus era pobre?
E disse-lhes Jesus: as raposas têm covis, e as aves dos céus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça - Lucas 9.58"

Após a leitura, as duas crianças sorriram e continuaram a caminhar felizes.

Isso é o Evangelho puro e simples de Jesus: o que traz paz ao coração daqueles que são chamados de “bem-aventurados” por Jesus: aqueles que, para o mundo, não valem nada.

Assista ao vídeo do manifesto pacífico contra a Marcha Para Jesus em São Paulo:



Fonte: A Pedras Clamam

domingo, 30 de junho de 2013

Vítimas da impunidade participam de manifestação na capital paulista

Cerca de 2 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, participaram hoje (30) de uma manifestação pacífica contra a impunidade. Movimentos contra a violência, parentes de vítimas e outros participantes usaram roupas pretas e começaram o ato no Parque do Povo, no Itaim Bibi, zona oeste da capital paulista. Em passeata, foram até o Parque Ibirapuera, onde encerraram o protesto.

Durante o chamado Dia D pelo Fim da Violência e Impunidade foram colhidas assinaturas para um documento que será encaminhado ao Senado e à Câmara dos Deputados.

O coordenador da campanha pelo fim da impunidade e pela união das vítimas de violência, Roberto Sekiya, explicou que o principal item da pauta é a mudança do Código Penal, com leis que combatam os crimes contra a vida. “Está ocorrendo agora a reforma do Código Penal e queremos a elevação das penas máximas de 30 para 50 anos, o aumento da pena mínima para o crime de homicídio simples de seis para dez anos, a elevação do tempo para a progressão de pena e a volta do exame criminológico para a concessão de benefícios penais. Hoje se liberta qualquer um sem nenhum critério, queremos que quem não tenha condição não volte à sociedade para cometer os mesmos crimes”, disse.

Maria Helena dos Santos Sampaio é mãe de Mário, morto no Guarujá em 31 de dezembro de 2012 pelo dono de um restaurante, após reclamar de uma diferença na conta. Ela veio de Campinas para compartilhar a dor da perda de um filho vítima de violência. “O meu grito hoje é: 'Chega de violência'. Precisamos de leis mais duras para os nossos jovens. Não estou falando só para adultos. Eu, como mãe, sou vítima dessa violência e fui condenada. Por que os bandidos não vão ser condenados?”.

Vanderleia Barbosa é irmã de uma vítima de assassinato, há nove meses, no Embu Guaçu, região metropolitana de São Paulo, e está revoltada com a demora nas investigações e por ouvir sempre que o inquérito está correndo em segredo de Justiça. Segundo ela, as informações sobre os assassinos existem, mas os investigadores nada fazem.

Depois de perder o filho de 35 anos, Alex Haush, em um acidente de carro, Maria Luiza se apoiou nas campanhas contra a impunidade para tentar diminuir a dor.  De acordo com ela, Alex, que era médico, estava em uma hamburgeria com um colega de trabalho e quando entraram no carro para ir embora, outro veículo chegou no estacionamento e bateu no deles, do lado em que Alex estava, causando  morte instantânea.

“Não há palavra no dicionário que possa expressar essa dor. Se usa imensurável, mas é pouco porque é uma dor que a gente dorme e acorda com ela. Para conseguir sobreviver, estou entrando nas campanhas em busca de tentar melhorar a situação para toda a sociedade. Por isso estamos aqui hoje. É inacreditável que uma pessoa mate outra e seja sentenciada com cinco anos de prestação de serviço”, comentou.

A presidenta da Associação Justiça É o Que se Busca, Sandra Domingues, informou que a organização acompanha 400 casos em todo o país, dando assessoria e apoio aos parentes. “Nosso objetivo é a reforma do Código Penal e a revisão da maioridade penal para que as vítimas não tenham que passar a vida toda implorando por justiça e direito à vida”. Ela destacou que a luta pela impunidade ainda é uma questão à parte da sociedade, pois participam apenas vítimas ou parentes de vítimas. “Infelizmente, as pessoas ainda não lutam por amor, a maioria só se junta a nós pela dor”.

Fonte: AB

Jean Wyllys classifica Marcha para Jesus de São Paulo como “marcha para longe de Jesus”

No início da noite de ontem sábado, o deputado federal e ativista gay Jean Wyllys (PSOL-RJ) fez comentários a respeito da Marcha para Jesus de São Paulo. Através do Twitter, Wyllys afirmou se tratar de uma marcha “para longe de Jesus”, e comentou sobre as vaias recebidas pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) durante o evento.

- E a marcha para (longe de) Jesus mostrou ao governo do PT que de nada adiantou este ter traído suas bandeiras históricas, né? – afirmou o deputado, ao comentar sobre as vaias recebidas pelo ministro.

Jean Wyllys ainda classificou os evangélicos como fundamentalistas, ao dizer que o governo do PT teria ignorado outros segmentos da sociedade em favor dos evangélicos, e que em troca recebeu uma vaia durante o evento na capital paulista.

- O governo do PT fez o que fundamentalistas queriam – praticamente ignorou DHs de minorias – e os fundamentalistas lhe deram vaia em troca! Com o ministro Carvalho vaiado e cartazes anti-Lula, a marcha para (longe de) Jesus mostrou ao governo do PT que de nada adiantou adulá-la! – completou Jean Wyllys, criticando a proximidade do governo da presidente Dilma com líderes evangélicos.

- De que adiantou o governo federal IGNORAR os DHs de minorias pra agradar aos fundamentalistas religiosos da base do governo? Respondam-me! – ressaltou o parlamentar.

Jean Wyllys criticou também o partido Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, está usou a Marcha para Jesus para colher assinaturas necessárias para a formalização do registro da sigla.

- Se Marina coleta assinaturas na marchinha de Malafaia e na Marcha para Jesus (na Parada Gay, não) está dizendo que Rede é essa, né? – dizia uma mensagem retransmitida por Wyllys, que em seguida afirmou que a Marina Silva não é uma melhor alternativa que o governo Dilma.

Fonte: GM

sábado, 29 de junho de 2013

Em coletiva, Apóstolo Estevam fala sobre a Marcha

Durante entrevista coletiva realizada na tarde deste sábado (29/06), Apóstolo Estevam Hernandes disse que estima que milhões de pessoas participaram para a Marcha para Jesus deste ano,  embora a Polícia Militar ainda não tenha passado os dados oficiais. Para ele, esta foi a maior Marcha destes 21 anos de história.

O apóstolo ressaltou que se tratou de uma marcha totalmente pacífica, sem incidentes, como as realizadas nos anos anteriores, e que o objetivo maior é sempre ressaltar o nome de Jesus.

O ministro da Casa Civil, Gilberto Carvalho, compareceu à Marcha para Jesus representando a Presidenta Dilma Rousseff e  parabenizou o Apóstolo Estevam e a Bispa Sonia Hernandes pela organização pacífica do evento. O govenador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também esteve presente ao evento.

Números da Marcha
O maior evento cristão do mundo contou com mais de 1.200 caravanas, de várias partes do Brasil. Cerca de dois mil ônibus foram alocados em bolsão reservado pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.

Neste ano, a Marcha contou com dez trios elétricos, de diferentes igrejas.

Fonte e Foto: Bruno Bros

O pastor vai às ruas

Com exceção à Marcha Para Jesus, ele nunca havia frequentado uma manifestação. Não é ligado aos movimentos sociais organizados, não tem filiação partidária e torce o nariz para a ideologia do Movimento Passe Livre (MPL). Peterson Alves de Silva, 32 anos, tem perfil improvável para um agitador de protestos: é pastor em uma igreja evangélica, trabalha como analista de sistemas, nasceu e mora no Capão Redondo, bairro pobre na periferia de São Paulo.

Nas últimas semanas, ele liderou duas das maiores manifestações na periferia paulistana. A primeira reuniu 6 mil pessoas na sexta dia 21. Para a segunda, na quarta dia 26, havia 7 mil confirmações no Facebook, mas pouco mais de 300 jovens compareceram. Número significativo quando se considera que se tratava de uma noite chuvosa e que não houve mobilização de movimentos organizados.

Os participantes eram, em sua maioria, alunos de escolas públicas convidados pelos amigos do bairro. Peterson foi chamado por eles para entrar na organização quatro dias antes do primeiro ato, quando já havia quase 3 mil confirmados. Os jovens estavam determinados a fazer parte da onda que assistiam pela TV, mas queriam uma cara “séria” na organização. Um deles conhecia Peterson das oficinas culturais que ele realiza na igreja e nos CEUs, os Centros Educacionais Unificados. No vácuo de outras lideranças que atuam na região, mas não se engajaram no ato, Peterson assumiu o megafone da turma. “Eu não tinha experiência, mas aceitei ser empurrado para esse papel”.

Cuidadoso e carismático, ele tem um estilo bem diferente da maior parte dos líderes de protestos de rua que pipocam pelo Brasil. Escolhe palavras propositivas, não ataca partidos nem critica a burguesia. Peterson tenta adaptar, à mobilização de rua, a retórica adquirida na experiência como pastor.

No início da caminhada do segundo ato, antes de puxar o hino nacional, ele pediu que os meninos e meninas segurassem as mãos da pessoa ao lado e as levantassem para o alto. Os manifestantes cantaram o hino como quem faz uma oração. A cada quilômetro de caminhada, Peterson fazia uma “parada para reflexão”, quando falava sobre a importância dos jovens e do bairro. Em uma delas, pediu para o grupo sentar e repetir frases como: “nós temos história”, “nós vamos mudar o país”.

Embora houvesse uma beleza no coro de vozes adolescentes entoando promessas de emancipação, o efeito era prejudicado pela hierarquia do grupo, que nesse momento lembrava a de uma sala de aula.

A idade média dos manifestantes variava entre 13 e 19 anos. Eles alternavam gritos de guerra a ataques de riso efusivos enquanto caminhavam pelas duas faixas da Estrada de Itapecerica, a principal via de ligação com a ponte que os separa da região central. “Eu passo horas nesse trânsito todo dia, nem acredito que tomamos a estrada. É uma sensação boa demais!”, disse uma menina de 14 anos, sorriso eufórico no rosto ao andar entre as fileiras de carros e ônibus parados.

As principais demandas dos adolescentes eram sobre educação, “respeito” e “união”. Quando indagados sobre quais eram os problemas que vivem no cotidiano, a reclamação era a escola. “A educação é um lixo” e “os professores faltam muito” foram as respostas campeãs de audiência.

A maior parte dos manifestantes aderia aos comandos de Peterson, mas havia exceções. Na frente do hospital público do Campo Limpo, ele pediu um minuto de silêncio e reflexão sobre “as pessoas que estão morrendo lá dentro”. Muitos ficaram introspectivos, alguns até se emocionaram. Outros não resistiram à vontade de continuar o papo.

Havia ainda um grupo de seis adolescentes que se apresentava como punks “contra o governo, a pátria e a péssima qualidade das escolas”. Esses discordavam de quase tudo que Peterson dizia. Ficavam especialmente irritados quando ele puxava o hino ou o grito que tem marcado as manifestações pelo Brasil: “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Carregavam uma faixa onde se lia “antifascista” e um cartaz escrito “a sua pátria não me representa”. Peterson temia que os grupos entrassem em choque. Mas, conversando, os jovens se entenderam ao longo do caminho e não houve problemas.

A excitação entre os manifestantes era intensa. Eles falavam alto e andavam em passos acelerados. De vez em quando Peterson tentava diminuir o ritmo, gritava ao megafone: “Segura aí pessoal!”. Sem sucesso, a juventude não sabe andar devagar.

Fazendo um paralelo com seus estudos religiosos, Peterson tenta entender a motivação dos jovens que saem às ruas do Capão e do país. Para ele, “entusiasmo” é a palavra que melhor traduz o atual estado de espírito das ruas. “É uma palavra que define o estado de pessoas que são motivadas por algo maior, uma causa profunda e eterna. Quando você desperta uma situação como essa que está acontecendo no país e ela se dissemina entre jovens entusiasmados, isso pode tomar proporção que não se prevê”.

Ele lembra da origem da palavra que, nas religiões da Antiguidade, significava um estado de exaltação de quem recebe uma inspiração divina. Mas não atribui caráter religioso aos protestos. “Eu seria arrogante em dizer que sei o que está acontecendo. Esse entendimento só a história vai nos dar”.

Peterson é aberto a novas ideias, considera-se um evangélico precoce para o seu tempo. No vídeo em que chamava as pessoas ao segundo ato, por exemplo, ele convida todos os grupos religiosos do bairro, inclusive católicos e umbandistas (as duas religiões são ligadas a entidades sociais importantes na região). Ele sabe que pode sofrer represálias por isso, mas não se arrepende. Ele pede para não identificar o nome de sua igreja nessa reportagem, pois seu engajamento nos protestos são uma iniciativa individual, não tem o apoio oficial da instituição.

Enquanto os jovens marchavam no Capão, um ato com número similar de pessoas ocupava a Avenida Paulista para protestar contra o deputado e pastor Marcos Feliciano, que propôs a votação de projeto de lei sobre tratamento psicológico para homossexuais. Pisando em ovos, Peterson se declara contrário à interferência da religião no estado. “Acho que essa é uma questão médica, a sociedade da categoria tem autonomia para decidir se deve haver tratamento ou não. Lamento que alguns queiram impor a doutrina fora da Igreja”.

Mas, afinal, qual seria sua opinião sobre uma das maiores polêmicas que divide a comunidade evangélica da sociedade moderna? Considera a homossexualidade como uma doença? Ele responde com cuidado: “Não tenho condições técnicas, do ponto de vista médico, para responder. E não posso falar do ponto de vista espiritual, pois não foi um tema em que aprofundei meus estudos como pastor. Mas acredito que o evangelho está sendo escrito no presente e não sabemos o que virá. Quem sabe um dia teremos um novo concílio? Quem sabe surjam novos evangelhos mais abertos e ricos sobre as maneiras de se relacionar com Deus e com os outros?”.

Peterson acredita que o país pode estar passando por uma profunda transformação em todas as esferas: política, social e espiritual. “Para mim, olhando a periferia, a mudança mais importante é no povo. As pessoas podem despertar sua visão para a política: do que é participar, criar grupos e fóruns para discutir os rumos do país”.

Apesar do foco na “mudança de consciência”, ele também negocia questões locais específicas. No dia do protesto, levou uma lista de demandas à subprefeitura. A estratégia, agora, é colher um abaixo-assinado para pedir união entre o governo estadual e o federal para construir a extensão do metrô do Capão até o Jardim Ângela – uma promessa antiga que nunca saiu do papel. Em breve, Peterson pretende bater na porta dos senadores paulistas em Brasília com o pedido. E já chamou outra manifestação para o dia 12 de julho.

Uma das dificuldades que o grupo enfrenta é a ausência de repercussão na mídia. Em dias diferentes, o Capão também foi palco de protestos organizados pelo MPL, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e grupo Periferia Ativa. Esses atos contaram com a cobertura da TV Globo, SBT, Bandeirantes, jornais e emissoras de rádio. Até o jornal britânico Financial Times cobriu o protesto. O ato pressionou o governador Geraldo Alckmin a atender duas demandas: redução da tarifa intermunicipal e aumento do bolsa aluguel. Já os protestos liderados por Peterson, embora reúnam quantidade similar ou superior de pessoas, não contaram com a presença de emissoras de TV, rádio ou jornal.

Enquanto descobre a vida de militante, Peterson alterna a nova rotina com o trabalho para sua carreira e para a Igreja. Nesse sábado, deve correr de uma reunião na subprefeitura direto para a Marcha para Jesus. Ele não recebe remuneração como pastor, seu sustento vem da prestação serviços como analista de sistemas autônomo.

No dia que lhe conheci, andamos do seu trabalho até a estação de trem. Depois de contar sobre a reunião que faria naquela mesma noite com os jovens do Capão, ele encolheu os braços e mergulhou no vagão lotado. Tão cheio que as janelas estavam embaçadas. A porta não fechou porque a ponta do seu sapato estava no trilho. Como não era possível dar um passo para trás, Peterson mudou o ângulo do pé, liberando a porta. E assim o líder partiu: corpo espremido pelos problemas do presente, cabeça fervilhando com as mudanças que aspira para o futuro.

Assista o vídeo do pastor convocando para a manifestação:

Fonte: Yahoo Notícias


Crianças abrem a Marcha para Jesus 2013

Centenas de crianças abriram a Marcha Para Jesus, na manhã deste sábado (29/06). O grupo saiu meia hora antes da Marcha oficial. Para a segurança dos pequenos, durante todo o trajeto, uma equipe especializada fez um cordão de isolamento em volta dos participantes.

Todos estavam acompanhados. Segundo a organização, não houve nenhum desaparecimento ou ocorrência.

A “Marcha Kids” ocorre todos os anos, com o objetivo de promover a alegria da criançada. O evento despertou a criatividade dos pequenos e fizerem os pais entrarem na festa. As crianças estavam com suas camisetas customizadas, com penteados estilosos, rostos pintados com o nome de Jesus.

Katyelle, que marcha já há três anos, trouxe seu filho de 3 anos para participar deste grande evento. "É a primeira vez que estou vindo na marcha kids e vamos juntos com a turma da nossa igreja”, disse ela.

Fonte e fotos: AI

terça-feira, 25 de junho de 2013

Periferia de São Paulo foi a manifestação por melhorias de serviços públicos

Manifestantes fizeram passeata na manhã de hoje (25) na periferia  da zona sul da capital paulista. Segundo a organização do protesto, participam do ato cerca de mil pessoas. Eles reivindicam melhorias no transporte público, na saúde, nas condições de moradia e também protestam contra o que classificam como genocídio praticado pela polícia na periferia.

O protesto, que teve início às 7h, começou embaixo de chuva, com parte dos manifestantes partindo do metrô Capão Redondo. Eles seguiram em passeata e interditaram a avenida Carlos Caldeira Filho, no sentido centro. Outra parte saiu do bairro Campo Limpo. Os dois grupos de manifestantes encontraram-se no meio do caminho, por volta das 9h, e prosseguiram em passeata. Outro grupo também faz manifestação em Guaianazes, na zona leste da capital.

Segundo Gilson Alves Garcia, representante do movimento Periferia Ativa e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a ideia do movimento é pressionar o governo do estado. “A gente tem visto de perto o genocídio na periferia e a polícia, por um momento, havia recuado”, disse.

Outra reivindicação dos movimentos é o congelamento do preço dos aluguéis. “Cada vez que a região vai melhorando, o preço dos aluguéis vai subindo e as pessoas não conseguem ter uma moradia digna”, declarou Gilson.

O Movimento Passe Livre (MPL), que organizou os protestos contra o aumento e os preços do aumento da passagem na capital, também ajudou a organizar o protesto de hoje. “A gente sempre apoia, e não é de hoje, a luta do MTST e do Periferia Ativa”, disse Caio Martins, militante do Passe Livre. “Estamos brigando por transporte público, e uma das regiões que mais sofre com falta de transporte é a do M'Boi Mirim. Tiraram as linhas de ônibus e apertaram o povo numa linha pequena para beneficiarem empresários do transporte”, disse Gilson.

Fonte: AB

domingo, 23 de junho de 2013

#ProtestosBR: Missionário americano participa de protesto e afirma que “os brasileiros estão dando uma lição ao mundo”

Jovem cara pintada que faz parte do manifesto
em Poá (SP)
O jovem missionário norte-americano Josue Viller, participou dos protestos na última semana em Florianópolis, capital de Santa Catarina e elogiou a postura política que vem sendo adotada por grande parte da população do país desde o início das manifestações.

Viller estuda Teologia e Missões no Brasil e foi um dos participantes da manifestação que bloqueou a entrada da capital catarinense na última terça-feira, empunhando um cartaz que dizia: “Brasil, I Love You”. Em entrevista ao portal Terra, ele conta que atravessou uma das pontes com seu cartaz na mão, tentando acompanhar as palavras dos outros manifestantes brasileiros.

- Tudo que busca o bem, a melhoria da qualidade de vida, deve receber o apoio da sociedade. Faço trabalhos sociais e adoro morar aqui. Me sinto muito feliz de ter a oportunidade de participar disso – afirmou o missionário, que realiza trabalhos sociais nas comunidades carentes de Florianópolis e organiza estudos bíblicos com crianças.

- Os brasileiros estão dando uma lição ao mundo. E eu estou participando – completou Josue Viller.

O protesto que contou com a participação do missionário reuniu quase 10 mil manifestantes. Começando às 18h na frente do Terminal de Integração do Centro (Ticen), a multidão carregava cartazes com críticas para a corrupção, impunidade, violência e desvios de verbas públicas.

Fonte: GM

Manifestantes ocupam avenida próxima à casa do governador do Rio

Rio de Janeiro – Uma manifestação ocupa os dois sentidos da Avenida Delfim Moreira na altura da Rua Aristides Espíndola, onde fica o apartamento do governador do Rio, Sérgio Cabral.

Por causa da manifestação, a Polícia Militar interditou o quarteirão da Aristides Espíndola entre a Delfim Moreira e a Rua General San Martin, no trecho onde mora o governador. Os policiais do 23º Batalhão da PM fazem um cordão de isolamento na esquina.

Os manifestantes saíram em passeata do Posto 4 da Praia de Copacabana e passaram pelas praias do Arpoador e de Ipanema até chegarem ao Leblon, lá se juntaram a um grupo acampado desde a sexta-feira (21) no quarteirão onde mora Sérgio Cabral.

A atriz Helena Ranaldi, que estava no início da passeata com o filho Pedro de 15 anos, disse que apesar de temer a violência que vem ocorrendo nas manifestações no Rio não podia deixar de participar deste momento do país "estou aqui porque o meu filho quis vir. No primeiro momento fiquei assustada por causa da violência, mas não podia deixar de estar aqui por causa dele e da mudança urgente que a gente precisa no nosso país”, contou.

Fonte: AB

sábado, 22 de junho de 2013

#ProtestosBR – Policial agredido durante manifestação diz que clamou a Deus: “Senhor, minha vida é Sua”

Um policial militar que foi atacado por um grupo de vândalos durante os protestos da última segunda-feira, 17 de junho, afirmou que entregou sua vida a Deus no meio da confusão.

O grupo depredava a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e cercou o policial Nilmar Avelino, 49 anos, há 28 na Polícia Militar.

“Nessas horas eu só pensei no criador. Naquela hora, eu falei assim: Senhor minha vida é Sua. Fiquei nas mãos de Deus”, afirmou em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Após ser cercado pelos vândalos, Nilmar levou pauladas, chutes e pedradas e caiu desacordado. Imagens veiculadas por emissoras de TV mostraram o policial sendo arrastado por colegas para fora da área de protestos.

Socorrido, Nilmar Avelino levou 15 pontos na cabeça, e se recupera com hematomas por todo o corpo. “Era um cenário de vândalos. Tentei me proteger com o escudo para dar apoio aos outros policiais, mas acabei atingido e perdi a consciência. Eram muitas pedras jogadas contra nós”, narrou o policial, que não se lembra de muita coisa depois de ter caído no chão: “Eu vi quando um rapaz abriu os braços e gritou ‘deixa ele, deixa ele’. As pessoas que atacavam não eram manifestantes com ideais como os outros. Estavam fora de propósito”, resumiu.

Nilmar disse que naquela noite portava uma pistola .40, mas que em momento algum considerou a hipótese de usá-la: “Jamais sacaria a arma para atirar num manifestante”.

“Percorri toda a Avenida Rio Branco naquele dia e não houve nenhum tipo de incidente ou acidente. Tudo transcorreu dentro da normalidade. Oitenta por cento da manifestação ao meu ver foi pacífica. Uma minoria tomou caminho adverso”, lamentou o policial.

Fonte: GM

Três mil pessoas protestaram na capital do Paraguai contra corrupção política

Assunção - Cerca de 3 mil pessoas saíram às ruas do centro de Assunção, no Paraguai, em protesto em frente ao Congresso para denunciar a corrupção e criticar a classe política do país.

Os manifestantes reuniram-se ontem (21) na Praça de Armas, nas imediações do Congresso Nacional, onde vários personagens, de políticos a ativistas, falaram à população.

O protesto foi convocado pelas redes sociais sob o lema “Por um Paraguai melhor”. O texto critica o recente aumento salarial aprovado pelo Parlamento, em benefício dos próprios deputados, e também o reajuste das tarifas do transporte público da capital paraguaia.

Fonte: AB

Mídia internacional destaca protestos no Brasil e pronunciamento da presidenta Dilma

O pronunciamento feito na noite de ontem pela presidenta Dilma Rousseff e as manifestações nas ruas do Brasil foram citados hoje (22), com destaque, por alguns dos principais veículos de comunicação do mundo. Entre eles, os britânicos BBC e The Guardian; os norte-americanos New York Times e Washington Post; e o jornal espanhol El País.

De acordo com a BBC, é cedo para avaliar os impactos da recente onda de protestos na economia brasileira e nos investimentos no país. Analistas ouvidos pela mídia pública inglesa apresentam posições diferentes sobre o fenômeno que ocorre no Brasil. Um grupo considera haver risco de os eventos gerarem incertezas e prejudicarem os investimentos estrangeiros no país. Outro grupo acredita que a presidenta Dilma não corre risco político nem econômico sério, e que poucos deverão ser os efeitos nos negócios.

O The Guardian informa que a presidenta Dilma ouviu o chamado da população por mudanças e, em cadeia nacional, anunciou planos para as áreas de transporte, educação e saúde.

A tomada das ruas por manifestantes contrários a líderes políticos de todos os partidos, corrupção e a baixa qualidade dos serviços públicos foram citadas pelo jornal The New York Times. De acordo com a matéria, a presidenta brasileira apresentou “medidas para resolver algumas das queixas” apresentadas pelos manifestantes.

O jornal norte-americano chama a atenção para algo que, há pouco tempo, era impensável para o país: boicotar a Copa do Mundo. “Em um sinal do quanto o país está virado de cabeça para baixo, até mesmo alguns dos heróis do futebol reverenciados do país tornaram-se alvos de raiva, por terem se distanciado da revolta popular”, diz a matéria ao se referir a Pelé e Ronaldo Fenômeno.

Outro jornal dos Estados Unidos, o Washington Post, publicou em seu site alguns vídeos apresentando depoimentos de pessoas contrárias à realização da Copa no Brasil. O jornal diz que Dilma rompeu o silêncio, após mais de uma semana de protestos, com uma mensagem pré-gravada.

O periódico espanhol El País informa que Dilma Rousseff usou cadeia nacional de rádio e televisão para prometer “uma grande quantidade de serviços públicos”, em especial nas áreas de mobilidade, saúde e educação, e que convocará governadores e prefeitos das principais cidades para tratar das melhorias. A matéria diz que ela pretende destinar todo o dinheiro o pré-sal para a educação, e que deseja dialogar com líderes de movimentos pacíficos, representantes de organizações de juventude dos sindicatos e associações populares.

Fonte: AB

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Nos países vizinhos, imprensa destaca confrontos entre manifestantes e policiais nos protestos brasileiros

Os principais jornais da América do Sul destacaram nas edições de hoje (21) os confrontos entre policiais e manifestantes nos protestos ocorridos em várias cidades brasileiras na noite de ontem. O argentino La Nación, o chileno El Mercúrio, o paraguaio ABC Color, o uruguaio El País e o colombiano El Tiempo deram destaque, na primeira página, a reportagens sobre as manifestações. Todas as matérias estão acompanhadas por fotografias.

Sob o título “Brasil estremece: violência no maior dia de protestos”, o argentino La Nación menciona que a “festa” que teve início com protestos pacíficos virou “um pesadelo”. O jornal destaca que milhares saíram às ruas e registra a ocorrência de episódios de violência com dezenas de feridos e um morto. A origem da reportagem que usa a expressão “batalha campal” para se referir às manifestações e ao confronto com a polícia é o Rio de Janeiro.

O jornal argentino dedicou uma página inteira aos protestos no Brasil incluindo entrevistas com manifestantes e as reivindicações. O texto menciona o tom patriótico de alguns protestos, nos quais os manifestantes cantaram o Hino Nacional. Também cita o fato de os protestos ocorrerem no momento em que o país sedia a Copa das Confederações.

No colombiano El Tiempo, o destaque é para a morte um manifestante, o primeiro caso, em dias de protestos no Brasil. Ele foi morto, no interior de São Paulo, quando um motorista incomodado com o protesto acelerou o carro e atropelou um grupo. A reportagem menciona que houve manifestações, em pelo menos, 80 cidades brasileiras.

O jornal uruguaio El País diz que: “Um milhão de brasileiros marcham com mais demandas e um dia violento”. Há uma seção de fotografias com imagens dos protestos em várias cidades brasileiras que mostram alguns momentos de violência e confrontos entre manifestantes e policiais.

No El País, a reportagem cita o uso de gás lacrimogêneo por parte de forças policiais e ressalta a violência ocorrida em Brasília, incluindo a invasão no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, cujo projeto é do arquiteto Oscar Niemeyer. O texto diz que são várias as pautas dos manifestantes desde o fim do aumento das tarifas de ônibus até melhorias sociais e combate à corrupção.

O paraguaio ABC Color destaca que os protestos levaram mais de 1 milhão de manifestantes às ruas que reclamam dos gastos com a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014.

No jornal chileno El Mercúrio, o destaque é para o tratamento político às manifestações dispensado pela presidenta Dilma Rousseff, que cancelou a visita ao Japão, marcada para os dias 26 a 28.

Fonte: AB

Manifestação pacífica no Rio termina em confronto com a PM em frente à sede administrativa da prefeitura

Rio de Janeiro - A população do Rio viveu uma situação de insegurança e medo após a manifestação que percorreu a Avenida Presidente Vargas, no centro da capital fluminense, de forma pacífica, nessa quinta-feira (20), ter fugido ao controle depois que um grupo de manifestantes tentou invadir o prédio da prefeitura carioca, na Cidade Nova, e, impedido, partiu para o confronto com a Polícia Militar (PM).

O prédio estava cercado por homens da Cavalaria da PM e do Batalhão de Choque. Para evitar atos de vandalismo, o edifício estava cercado por grades. Por medida de segurança, a Estação Cidade Nova do metrô, que dá acesso ao prédio da prefeitura, ficou fechada e cercada por tapumes.

Com a tentativa de invasão, a Tropa de Choque entrou em ação e houve confronto direto com os manifestantes. Para dispersar a multidão, os policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo. Os manifestantes começaram a recuar e, a partir daí, iniciaram o corre-corre e as depredações. Foram destruídos sinais de trânsito e postes de iluminação. Tapumes de madeira e caixas de coleta de lixo, sacos plásticos e outros materiais de fácil combustão foram utilizados em uma fogueira com objetivo de impedir o avanço da Tropa de Choque que disparou e balas de borracha.

No Terreirão do Samba, na Praça Onze, palco de shows de música popular durante o carnaval, foi alvo dos vândalos. As grades de proteção e as tendas de material inflamável foram arrancadas, tapumes de madeira jogados no meio da pista, e tudo serviu de combustível para a fogueira.

A situação parecia fugir do controle das pessoas que participaram pacificamente da passeata. O grupo ainda saiu destruindo portas de lojas comerciais, ateou fogo em um carro de reportagem do SBT e em uma cabine da Polícia Militar, localizada no calçadão da Estação Ferroviária Central do Brasil, onde fica a sede da Secretaria de Segurança Pública.

No Campo de Santana, os manifestantes deixaram mensagens e cartazes fixados na grade que cerca o local, transformando-a em um grande mural. Nem as mensagens de calma e paz escritas em cartolina foram suficientes para abrandar a fúria dos vândalos. O material foi totalmente destruído pelo fogo. O grupo, em seguida, foi para a Lapa, bairro boêmio da cidade e reduto de jovens, onde mais uma vez houve quebra-quebra, saques a lojas, obrigando os comerciantes a fechar seus estabelecimentos.

Perto dali, estudantes universitários se abrigaram em dois prédios da Faculdade Nacional de Direito, da Universidade Federal de Janeiro, na Praça da República, e no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, na Praça Tiradentes, depois de acuados pela Tropa de Choque da PM.

Pouco depois da 1h da madrugada de hoje (21), a UFRJ informou, em nota, que, no fim da noite, as pessoas abrigadas em duas de suas unidades localizadas no centro do Rio (Faculdade Nacional de Direito (FND) e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) começaram a sair dos prédios, acompanhadas de comissões da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Fonte: AB

quinta-feira, 20 de junho de 2013

#MudaBrasil: Lideranças cristãs convocam fiéis aos protestos e orarem contra a corrupção no país

Conforme as manifestações pelo Brasil ganham força, mais líderes cristãos se posicionam a favor dos protestos pacíficos contra a corrupção e mazelas em geral.

O reverendo Hernandes Dias Lopes voltou a comentar em sua página no Facebook sobre a assunto: “O povo está nas ruas. A insatisfação com a corrupção, com os desmandos políticos e com os serviços públicos chegou”, escreveu. Já o cantor Asaph Borba foi crítico quanto aos grupos de vândalos: “Protestos sem renovação de mente e só mesmo barulho, sujeira e pichação – resultados pífios!”.

O pastor Vinícius Zulato, líder de jovens da Igreja Batista da Lagoinha (IBL), ressaltou a importância de existir um foco para os protestos: “Galera, vamos orar para que haja um foco para as manifestações, que elas deixem de ser generalizadas e passem a ser específicas”.

A cantora Nívea Soares publicou um comunicado através do site da IBL, pedindo que os fiéis orem pelo país: “Diante dos acontecimentos na nossa nação, queremos convocar você a orar e jejuar pelo Brasil neste dia, para que haja mudança real e proteção do Senhor sobre a nação. Ir para as ruas em protesto pacífico contra a injustiça é direito do brasileiro. Cometer violência e vandalismo é crime, e manifesta apenas a má índole do coração. A mudança real na sociedade só acontece pela mudança real no coração. Que a juventude cristã brasileira se levante a favor da justiça, contra os abusos. Creio que mais do que nunca, Deus quer levantar entre os jovens do Brasil a cultura do jejum, da oração e das ações sociais”.

O pastor Lucinho Barreto, conhecido por “cheirar” a Bíblia, seguiu a mesma linha: “Motivo de oração dessa terça: ore para que Deus desperte nosso país de vez e as manifestações sejam pacificas! #24hCantandoPraJesus”, convocou.

O pastor Renato Vargens, líder da Igreja Cristã da Aliança, publicou em seu blog um artigo a respeito do assunto. O texto ressalta a necessidade de protestar pacificamente, mas de forma enérgica contra os “mandos e desmandos” dos governantes brasileiros.

“Sou absolutamente contra a baderna, depredação do patrimônio público e civil, bem como também qualquer tipo de violência que porventura possa ser cometida pelo Estado ou pela sociedade civil. Todavia, excluindo isso, manifesto meu total apoio aos protestos feitos no Brasil. Sinceramente isso demorou para acontecer, governo após governo, o povo brasileiro vem sofrendo os mandos e desmandos de líderes que só pensam em encher a ‘burra’ de dinheiro. Não, não dá pra conviver com uma carga tributária altíssima como a nossa, não é possível continuarmos brincando de Poliana fazendo o jogo do contente, enquanto a educação e saúde são renegadas em detrimento a construções de estádios de futebol. O que falar então da corrupção? Quanto dinheiro desviado, não é verdade? Basta! Isso precisa terminar!”, escreveu Vargens.

O cantor Rodolfo Abrantes seguiu a mesma linha numa publicação em seu Twitter: “Nota 10 para os manifestantes pacíficos. Nota 0 para os criminosos infiltrados. Bandido não pode reclamar de bandido. #chegadeabuso”, disse. O microblog, aliás, foi usado por outros líderes evangélicos, como a cantora Ana Paula Valadão: “Por amor de ti, ó Brasil, Não me calarei nem me aquietarei (Isaías62) #VerásQueUmFilhoTeuNãoFogeÀLuta #OGiganteAcordou”.

O pastor Marco Feliciano aproveitou para ironizar a postura da imprensa na questão: “Como não há mais ‘Felicianos’ para ser cortina de fumaça ou boi de piranha, a mídia é obrigada a mostrar a real situação do Brasil”, publicou em seu perfil no Twitter.

O pastor Ariovaldo Jr., colunista do Gospel+, incentivou a participação nas manifestações e ainda criticou os fiéis que não apoiam os protestos: “Vai na Marcha pra Jesus mas não participa dos protestos junto com o povo clamando por justiça, segurança e saúde? Cristão Poser!”, escreveu.

A Juventude Batista Brasileira publicou no Facebook um manifesto favorável às manifestações, e ressaltou a origem da iniciativa: “A juventude retorna ao protagonismo das manifestações no Brasil”.

Leia a íntegra:

Click na imagem acima para ampliar.

Fonte: GM

Ato em São Paulo: manifestantes impedem participação de militantes com bandeiras de partidos

Parte dos manifestantes da passeata que ocorre em São Paulo hostilizou e impediu que pessoas ligadas a partidos políticos se misturassem à manifestação carregando bandeiras das legendas. Os militantes só conseguiram prosseguir na passeata após recolher o material partidário.

Na Avenida Paulista, a manifestação está dividida em dois blocos. Em um deles, as pessoas hostilizam e protestam contra os partidos políticos, a corrupção e os gastos para as obras da Copa do Mundo. Os ativistas gritam palavras de ordem contra a presidenta Dilma Rousseff, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles também pedem mais recursos para a educação e saúde.

Um segundo grupo é encabeçado pelo Movimento Passe Livre (MPL), que hoje pede tarifa zero para o transporte público. A entidade comemora a revogação do aumento nas tarifas do transporte público na capital paulista e lembra das pessoas que estão presas ou sob processo criminal devido às manifestações.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador do estado, Geraldo Alckmin, anunciaram ontem (19) a revogação do aumento das tarifas do transporte público. Com isso o valor passa de R$ 3,20 para R$ 3. A decisão vale para ônibus que circulam dentro do município, trens e metrô.

Fonte: AB / Foto: Marcelo Camargo/ABr