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sábado, 26 de julho de 2014

Hamas volta a atacar Israel, diz porta-voz do Exército

A porta-voz do Exército de Israel, Avital Leibovich, disse hoje (26), em sua conta no Twitter, que foguetes e morteiros foram disparados de Gaza contra o Sul de Israel após o fim da trégua humanitária acertada com o Hamas.  Segundo ela, já foram feitos três ataques contra Israel desde o anúncio da intenção do país em estender o cessar-fogo até a meia-noite (18h, horário de Brasília).

Israel e o Hamas fizeram hoje (26) uma trégua humanitária de 12 horas, que teve início às 8h de, no horário local (2h, no horário de Brasília) e terminou às 20h (14h, no horário de Brasília). No começo da tarde, Israel havia decidido prorrogar o cessar-fogo temporário por mais quatro horas. O Hamas não se pronunciou sobre a extensão da trégua.

A porta-voz do Exército, no entanto, não indicou se Israel responderá aos ataques. Na última postagem de Avital nas redes sociais, depois de já ter anunciado dois ataques contra o país, ela interpreta que o Hamas não aceitou prorrogar a trégua humanitária. “Terceiro ataque de foguetes desde o cessar-fogo humanitário. Vou parar de contar agora. Obviamente, Hamas mandou sua mensagem violenta de mais terror para Israel”, escreveu.

O número de palestinos mortos desde o dia 8 de julho, quando começou a ofensiva, já passa de mil, entre eles 192 crianças. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 70% dos mortos são civis. Do lado israelense, 37 soldados morreram em combate, além de dois civis e um trabalhado rural tailandês, que foram atingidos por tiros de morteiro.

Fonte: AB

terça-feira, 22 de julho de 2014

Gaza: ofensiva israelense matou 589 pessoas, líderes mundiais tentam cessar-fogo

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, tentam hoje (22) estabelecer um cessar-fogo entre Israel e Palestina, após duas semanas de ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, que já provocou a morte de 589 palestinos.

O secretário de Estado norte-americano chegou na segunda-feira (21) à noite ao Cairo, capital egípcia, onde encontrará o secretário-geral da ONU para tentar encontrar uma solução para o conflito, que também matou 27 soldados e dois civis israelenses.

Hoje de manhã, pelo menos seis pessoas, incluindo uma mulher grávida e uma criança, foram mortas pelo Exército israelense durante ofensiva na Faixa de Gaza. "Nós vamos continuar esta operação para lutar contra o terrorismo”, declarou Peter Lerner, um porta-voz do Exército de Israel.

Os meios de comunicação palestinos comentaram, na noite de segunda-feira, sobre uma possível trégua humanitária de algumas horas hoje, para permitir que moradores da Faixa de Gaza conseguissem mantimentos mas, até o momento, esta trégua não foi confirmada.

Em Doha, capital do Catar, onde se encontraram na segunda-feira, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e o chefe do Hamas, Khaled Mechaal, apelaram pelo fim “da agressão israelense” contra a Faixa de Gaza e o levantamento do bloqueio instituído desde 2006.

“O Hamas e o presidente Abbas estão de acordo que todas as organizações palestinas devem trabalhar em conjunto a favor de um cessar-fogo”, disse um negociador do movimento nacionalista Fatah, Azzam Al Ahmad.

“É preciso, primeiro, um cessar-fogo e depois continuaremos a discutir com o Egito e todas as partes regionais e internacionais, até que nós concretizemos o conteúdo do acordo de paz final”, explicou Al Ahmad.

As Forças Armadas israelenses lançaram no dia 8 de julho uma operação aérea, batizada de Margem Protetora, e estendeu para uma ofensiva terrestre no dia 17, com o objetivo de neutralizar o movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Fonte: AB

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Israel adverte 100 mil moradores a abandonarem suas casas na Faixa de Gaza

O Exército israelense advertiu hoje (16) que cerca de 100 mil moradores devem abandonar suas casas no Norte da Faixa de Gaza, informaram fontes militares. Moradores do bairro Zeitun e de outras áreas também relataram ter recebido gravações de voz e mensagens de texto pelo telefones celulares instando-os a saírem de casa.

Novos ataques israelenses sobre a Faixa de Gaza durante a noite causaram a morte de pelo menos sete pessoas, elevando para 204 o número de vítimas da operação iniciada na semana passada, de acordo com os serviços médicos palestinos.

Dois homens morreram em um ataque aéreo lançado contra uma casa em Rafah, Sul de Gaza, enquanto outros bombardeios causaram a morte de um jovem descrito por testemunhas como um ativista da Jihad Islâmica.

Uma quarta pessoa morreu em outro ataque em Rafah e um jovem de 19 anos foi morto em Khan Younès, no sul do território palestino. Um carro israelense na fronteira perto de Khan Younès abriu fogo, provocando a morte de duas pessoas, segundo o porta-voz dos serviços de urgência, Ashraf Al Qudra.

Aviões de combate israelenses bombardearam a residência de um alto responsável do Hamas, Mahmoud Al Zahar, informaram responsáveis israelenses no nono dia da operação militar. As residências de outros responsáveis pelo Hamas também foram visadas em ataques aéreos, segundo fontes de segurança e testemunhas.

Desde o dia 8 de julho, militantes do Hamas atiraram cerca de mil foguetes contra o território israelense – causando um morto na terça-feira (15)  – enquanto Israel lançou 1.500 ataques aéreos na Faixa de Gaza, segundo o Exército israelense.

Fonte: AB

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cerca entre Israel e Egito ficará pronta em três meses, diz governo israelense


A cerca que demarcará a fronteira entre Israel e o Egito está prestes a ficar pronta. As autoridades israelenses querem evitar o trânsito de imigrantes e palestinos, além de mercadorias consideradas ilegais com destino à Palestina. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que a cerca terá 5 metros de altura e 230 quilômetros de extensão.

A cerca é construída com arame farpado e tem dispositivos de vigilância eletrônica. A previsão é que em três meses sejam concluídos os 14 quilômetros que restam da cerca. No próximo dia 25, haverá eleições parlamentares em Israel. Para analistas políticos, a construção da cerca atende às reivindicações dos considerados extremistas.

De acordo com as autoridades israelenses, o objetivo também é impedir ações de membros de organizações que se opõem à política israelense de ocupação da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.

Netanyahu disse que sua meta é o "compromisso com a segurança de Israel". Argumento semelhante foi utilizado por ele para a construção de assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Os assentamentos são condenados pela presidenta Dilma Rousseff e por parte da comunidade internacional.

Fonte: EBC