Ângulo Produções

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sábado, 6 de julho de 2013

Igrejas evangélicas hospedarão peregrinos católicos que forem ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude

Os católicos que participarem da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro serão hospedados em diversas casas de fiéis voluntários, mas também, em templos de outras religiões que optaram por receber os peregrinos.

Centros de umbanda, clubes judaicos, templos de igrejas evangélicas e anglicanas são alguns dos locais que receberão os jovens católicos que forem ao encontro do papa Francisco, entre os dias 23 e 28 de julho.

De acordo com o G1, a ideia dos líderes de cada uma das religiões mencionadas acima é usar a oportunidade para reforçar o diálogo entre os fiéis e combater a intolerância religiosa. Até o começo dessa semana, mais de 300 mil pessoas já haviam feito a inscrição para se hospedarem nesses locais.

“Eu vou acolher independente da religião, não tem diferenciação. O peregrino vem com o objetivo dele, de ver o papa e participar de uma ação. Eu, no meu espaço, vou abrigar apenas, não vou discutir religião”, diz o umbandista Sebastião, que era seminarista católico antes de mudar de religião.

Um dos líderes evangélicos que abriram as portas para os peregrinos católicos, o pastor Silas Esteves – que é professor de teologia na Shiloh University, nos Estados Unidos e responsável pela Igreja Palavra Viva – diz que abrigará uma família italiana no acampamento mantido pela congregação na cidade de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro: “Na imaturidade, as diferenças causam distanciamento, mas as diferenças precisam causar a unidade. Cada parte diferente compõe o mesmo corpo. Somos diferentes, temos aspectos doutrináveis distintos, a forma de orar diferente, mas um mesmo corpo, o de Cristo”, argumenta, antes de revelar que jejuou durante o conclave que elegeu o cardeal Jorge Mario Bergoglio ao pontificado.

Já o bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro, dom Philadelpho Oliveira afirmou que participará de um evento com o papa no dia 24, junto com outras lideranças anglicanas, e que aproveitará qualquer oportunidade que tiver de falar com Francisco para pedir diálogo por parte da Igreja Católica com as classes discriminadas e menos favorecidas.

“Gostaria que ele olhasse com carinho para os jovens marginalizados, que trabalhasse junto na questão da tolerância com os diferentes. Me parece que ele [o papa] é uma pessoa que caminha para essa direção”, comenta dom Philadelpho, que hospedará jovens da Austrália, Canadá e Estados Unidos.

Fonte: GM

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Domingo tem peça de teatro na Praça de Eventos

A peça de teatro infantil “Chapeuzinho Vermelho e os Defensores da Natureza” será encenada mais uma vez, no próximo domingo, dia 7, na Praça de Eventos. O espetáculo é considerado didático e lúdico, sendo dessa forma de fácil compreensão e aprendizado por parte das crianças.  

Sucesso de público, nas últimas encenações, atraiu um número expressivo de pessoas, e os atores do curso de teatro da Secretaria de Cultura, sobem mais uma vez ao palco, às 15 horas, do domingo, com entrada franca.

“Será a quinta apresentação do grupo, sendo que no início deste mês, os alunos/atores, participaram ainda da abertura da Semana de Meio Ambiente, agradando o público que acompanhou o desenvolvimento da peça e dos atores”, disse o secretário de Cultura, Douglas Aspasio.

Sobre o trabalho feito no curso de teatro de sua Secretaria, Aspásio enfatizou que as apresentações mostram como as aulas tem qualidade, e proporcionam aos alunos conhecer a arte da interpretação.
Serviço

A peça “Chapeuzinho Vermelho e os Defensores da Natureza” será encenada neste domingo, dia 07, às 15 horas, na Praça de Eventos, localizada na Avenida Antônio Massa, nº 150, na região central do município. A entrada é franca.

Fonte: SCP

Manifestantes interditam rodovia que dá acesso ao aeroporto de Viracopos

Manifestantes interditam a Rodovia Miguel Melhado Campos, que liga a cidade de Vinhedo ao aeroporto de Viracopos, em Campinas. De acordo com a Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo, cerca de 200 pessoas participam do protesto. Elas moram no entorno de Viracopos e protestam contra a desapropriação prevista para melhorar as vias de acesso ao terminal.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pela Rodovia, informou que, embora os dois sentidos da Miguel Melhado Campos estejam interditados, não há congestionamento devido aos desvios nos quilômetros 87 e 90.

A alternativa para o motorista chegar ao aeroporto é a Rodovia Lix da Cunha e a SP-75. O DER informou que as pistas estão sinalizadas para evitar que se forme congestionamento no local da manifestação.

Fonte: AB

Conheça os trabalhos da Sepal em Moçambique

Missionários brasileiros discipulam pastores e líderes africanos para o alcance das nações

Os trabalhos da Sepal (Servindo aos Pastores e Líderes) ultrapassam o oceano e chegam à África. Quem está à frente do projeto que acontece em Moçambique é o casal de missionários Sepal Sandro e Clarissa Silva.

O intuito do projeto é capacitar pastores e líderes moçambicanos para a implantação de igrejas tanto em Maputo (capital do país) quanto em outras cidades.

“Trabalhamos com treinamento de líderes e pastores, ensinando doutrinas bíblicas fundamentais, fortalecendo-os em Deus e na Sua palavra, ajudando-os a serem mais eficazes no alcance de Moçambique para Cristo”, explica Sandro.

As ações são feitas por meio de seminários e isto proporciona trocas entre os missionários brasileiros e os pastores ou líderes moçambicanos. Os primeiros terão a oportunidade de discipular alguns desses participantes, o que abrirá portas para monitora-los em suas igrejas, através de workshops, palestras e acompanhamento. Já os moçambicanos, por sua vez, estarão aptos a tornar eficaz a sua missão com Cristo em seu país, através do discipulado.

Sandro e Clarissa estão em Moçambique há alguns meses, e pretendem desenvolver o Ministério em torno de dez anos.

“Desde que chegamos a Moçambique nosso intuito é treinar pastores e líderes através do ensino, discipulado e mentoria. Em todo este tempo, fomos muito bem recebidos por seu povo”, afirma o missionário.

Sepal Moçambique: www.sepalmocambique.org

Sepal: www.sepal.org.br

Fonte: AI

Semana de Arte Cristã

Click na imagem para ampliar.

Deputado evangélico Anderson Ferreira usa brecha no regimento da Câmara e anuncia nova versão do projeto apelidado de “cura gay”

Na tarde dessa quarta-feira (03), o deputado federal Anderson Ferreira (PR-PE) protocolou na Câmara um projeto de lei com teor idêntico à proposta do anteriormente feita pelo deputado João Campos (PSDB-GO) e que ficou conhecida como “cura gay”. O PDC 234/2011, de autoria de Campos foi arquivado nessa terça feira (02) a pedido do próprio autor.

Evangélico, Ferreira afirma que existe uma “brecha” no regimento da Câmara que permitiria que a proposta voltasse à votação. As regras da Câmara impedem que proposta igual seja reapresentada no mesmo ano, “salvo deliberação do plenário”.

- Existe essa brecha no regimento, que deixa a decisão para o plenário. Se a Mesa Diretora não deixar o texto tramitar, vou recorrer para o plenário – explicou Ferreira, afirmando ainda que, se a Mesa Diretora decidir barrar a tramitação da proposta, irá recorrer para que o plenário da Casa tome a decisão final.

Anderson Ferreira justificou sua iniciativa afirmando que o projeto proposto por João Campos foi “rotulado pejorativamente pela mídia” como preconceituoso, segundo o G1.

- Tentaram sepultar o projeto ontem [terça]. Mas, na verdade, a decisão do Conselho Federal de Psicologia de proibir o atendimento de homossexuais que procuram psicólogos é um lixo, foi legislar. Restringe a autonomia do psicólogo – argumentou o deputado.

O deputado federal e pastor Marco Feliciano, considerado um dos maiores defensores do PDC 234/2011, comentou, através do Twitter, a reapresentação do projeto, enfatizando que essa manobra política não é de sua autoria, e classificando a atitude de Ferreira como “inapropriada”.

- Gostaria de informar q a reapresentação do PDC 234 apelidado de ‘cura gay’ não é de minha iniciativa e neste momento é inapropriada. Regimentalmente como ele ñ foi arquivado, poderá ser reapresentado no próximo ano. Em conversa com o @depjoaocampos só voltaria em 2015 – afirmou Marco Feliciano pela rede social.

- A iniciativa é do dep @federalanserson a quem respeito muito, todavia acredito q o presidente não aceitará o projeto. E faço aqui este comentário pq a imprensa cita a matéria e ao invés de colocar só a foto do deputado q reapresentou o PDC colocam a minha – completou Feliciano, enfatizando não ter nenhuma relação com a reapresentação do projeto.
O deputado federal e ativista gay Jean Wyllys também comentou a reapresentação do projeto, afirmando ter sido uma “busca por holofotes” de Anderson Ferreira, mas que acabou como um “tiro no pé”.

- O presidente da Câmara, Henrique Alves, acabou de garantir que projeto de “cura gay”, nessa legislatura, não entrará em pauta. Ou seja, o deputado que representou o projeto de “cura gay”, jogado ontem no lixo, para ganhar holofotes acabou dando um tiro no pé… – declarou o deputado, em publicações no Twitter.

- A maioria da sociedade já se colocou contra essa estupidez chamada “cura gay” e a Câmara não tem outra saída que não ouvi-la. Ou seja, nada a temer; só a fazer: esquecer o medo e continuar lutando! Abraços a tod@s! – finalizou Wyllys.

Fonte: GM

terça-feira, 2 de julho de 2013

Bloqueios nas estradas podem atrasar entregas de cartas e encomendas, dizem Correios

Os protestos de caminhoneiros, que provocam bloqueios, desde ontem (1º), em estradas de diversos estados, podem causar atrasos nas entregas feitas pelos Correios. Por meio de sua assessoria, a empresa informou que, diante das alterações no tráfego em várias rodovias, em razão das manifestações, "poderá haver atraso das linhas de transporte responsáveis pelo encaminhamento da carga e, consequentemente, na entrega dos objetos postais".

A empresa acrescentou que, para reduzir os prejuízos, estão sendo adotadas medidas como a transferência do transporte de encomendas expressas para o modal aéreo, quando possível.

Na manhã de hoje (2), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou boletim com registro de interdições, totais ou parciais, em estradas federais em sete estados. Minas Gerais concentrava o maior número de bloqueios: sete em duas rodovias, a BR-381 e a BR-040. Também foram registradas interdições em estradas do Rio Grande do Sul, da Bahia, do Espírito Santo, de Mato Grosso, do Paraná e do Rio de Janeiro. Um novo boletim com o panorama nacional dos protestos em rodovias federais será divulgado esta tarde.

Além dos protestos em estradas federais, ocorreram paralisações em outras vias. Em São Paulo, durou quase duas horas e meia o bloqueio na Marginal Pinheiros, no sentido Rodovia Castello Branco, provocado por um protesto de caminhoneiros que começou às 7h desta terça-feira..

Também pela manhã, após mais de 26 horas de bloqueio, a Tropa de Choque conseguiu retirar manifestantes que interditavam a Rodovia Cônego Domênico Rangoni, na Baixada Santista. O grupo protestava contra a Lei 12.619/12 – que regulamenta a profissão de motorista – e a cobrança de tarifas para caminhões por eixos, mesmo quando passam pela praça de pedágio com os eixos suspensos. Eles também reivindicam redução de 50% na tarifa do pedágio durante a madrugada e a diminuição no preço do óleo diesel por meio de subsídios.

Fonte: AB

Ser como as árvores... por Jeruza Lisboa Pacheco Reis

Pode parecer estranho, mas a notícia é novíssima, já estão inventando uma pulseira que capta o gás carbônico, tal qual um árvore e, será uma utilizada como forma do ser humano combater a poluição da atmosfera, principalmente nos grandes centros urbanos. Ora, ora, invencionices à parte, temos muito a aprender com a natureza mesmo. Costumava ouvir dizer que devemos viver como as flores, que apesar de toda a imundície ao redor e mesmo os estercos mais fétidos, elas conseguem manter sua pureza, beleza, perfume e até a brancura.

As árvores, nascem de uma pequenina sementinha, tal qual um milagre - e que verdadeiramente o é - e vão adquirindo força e crescem de forma espantosa, subindo às alturas, oxigenando a terra, dando flores, frutos, folhas de sombreiros, sendo exploradas de infinitas maneiras, até sua seiva, como sangue que corre nas veias humanas, lhe é extraído, muitas vezes. Têm o poder de curar e matar, de ser útil no campo ou na cidade, enfim... Há muitas e muitas utilidades que percebemos ao tentar descrever algumas delas. Diria que são imprescindíveis ao ser humano, ao planeta Terra, enfim... À vida.

É claro que, daqui algum tempo, quando as pessoas andarem com suas pulseiras árvores, será um avanço na tentativa de minimizar o mal que o próprio homem faz aos seus semelhantes, com tanta poluição, mas negativando a sensação de culpa, talvez. Homens, mulheres e crianças árvores, andando pelas ruas, uma cena peculiar, digna de filmes de ficção, porém, tão pertinho.
 O que diriam os índios acerca dessa novidade, hein?!  Talvez, em suas crendices, diriam que o homem, finalmente, quer aproximar-se do espírito da natureza, ledo engano!!!

Uma coisa é certa, poderemos usar ou não as tais pulseiras árvores, mas estamos anos-luz atrasados na tentativa de “sermos” como elas, (soberanas absolutas ao nosso meio) a quem rendemos não só nossas homenagens, mas nosso amor e admiração, nossa devoção e parte de nossas vidas.

Que mal pergunte e para encerrar a conversa: Quem aceita um delicioso chá de jasmim com pitadas de canela?

Jeruza Lisboa Pacheco Reis
É pelo PTB, presidente honorária do partido em Poá (SP),professora e advogada cristã, bacharel em Teologia e mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, membro da Comissão de Defesa à Vida do Alto Tietê, esposa e mãe de quatro filhos.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O $how tem que parar! Grupo faz manifesto na Marcha em São Paulo

Vaias. Frases de efeito: "Jesus te ama", "vai se converter". E por que tudo isso? Por conta das faixas a seguir:

Sim, é isso mesmo. Fomos considerados "fariseus" porque portávamos faixas e camisetas com versículos bíblicos, versículos que deveriam fazer parte do livro que a multidão que seguia os trios-elétricos gosta de dizer que lê e estuda.

Pensando bem, não fomos vaiados. Quem foi vaiada foi a Palavra de Deus.

Um dos diálogos durante a marcha em São Paulo:
(um dos nossos, quando os versículos das faixas eram repudiados por uma manifestante): "Você precisa estudar a Palavra!"
(manifestante): "Eu não quero a Palavra, eu quero é Jesus!"

Esse diálogo nos explica muita coisa! Explica que muitos que seguem "marchando", "pisando na cabeça de satanás" (como a oração do Apóstolo Hernandes pedia), "declarando vitória", lá estão sem nem saber quem é realmente Jesus. Se soubessem, saberiam da importância de conhecer e estudar a Palavra. Saberiam que apenas o estudo da Palavra nos impede de cair na armadilha dos lobos devoradores e seus discursos cheios de meias-verdades que tendem a parecer verdade absoluta. Se o povo que se diz evangélico conhecesse e estudasse a Palavra, não haveria campo para a expansão da Teologia da Prosperidade e outras pseudo-doutrinas cristãs.

Mas o povo, no geral, não quer a Palavra, pois estuda-la é chato, dá trabalho, toma tempo, as letrinhas são muito pequenas, o livro tem muitas páginas, haja paciência. O negócio é ir direto ao ponto, seguindo o ensino preguiçoso de muitos líderes: querer Jesus, como se esse querer fosse um comando mágico que mudasse nossa vida e história num piscar de olhos.

Não é assim. É preciso que nos despojemos de nós mesmos, que tomemos nossa cruz e O sigamos, e segui-Lo implica em fazer as coisas que Ele ensinou. E tudo isso só se aprende na Palavra de Deus.

Não ficamos chateados ou amedrontados por sermos alvo de vaias e frases que nos acusam de não sermos cristãos. O que nos chateia, frustra, magoa, entristece e até dá uma certa ira santa é ver tanta gente que se diz evangélica, cristã, mas que, como me disse outra manifestante, está vivendo a "modinha do momento". Afinal, hoje o legal é ir na igreja, comemorar na balada gospel sem álcool, dizer que foi no congresso do apóstolo (?) do momento, participar do show gospel e da marcha para Jesus. Isso hoje em dia é até chique, é "da hora", é muito bom diante da sociedade.

Ser evangélico hoje é tão bom que nos damos até o direito, aqui no Brasil, de lutar pelos nossos interesses pessoais e políticos. A "modinha" pegou tanto e tão bem que hoje temos representantes em todos os setores do governo, incluindo uma "bancada evangélica". Na verdade, estamos muito próximos de vir a ter um(a) presidente evangélico, e aí será a "glória", pois os profetas de plantão finalmente bradarão aos quatro cantos que "o Brasil É do Senhor Jesus".

Mas a Bíblia diz que ser seguidor de Jesus Cristo implicaria em sermos inimigos do mundo, ou seja, odiados e perseguidos.

Quem está errado nessa história? A Palavra de Deus ou os líderes que pregam a amizade com o mundo?

Participando da Marcha para Jesus em São Paulo (e em qualquer outra nesse país) chegamos a conclusão de que a Palavra de Deus está errada. O mundo não é inimigo dos cristãos, o mundo não nos odeia. No trio-elétrico principal havia muitas autoridades políticas do mundo apoiando a Marcha e seus evangélicos. No palco principal teve discurso do governador Geraldo Alckmin, do ex-prefeito Gilberto Kassab, do representante da presidente Dilma, Gilberto Carvalho, além do arroz-de-festa gospel Marco Feliciano e outros mais.

Além de tudo isso os evangélicos, através de seus líderes, ficaram tão amigos do mundo que nos cerca que até se associaram ao que antes representava o mal supremo: as Organizações Globo. Atualmente a Globo investe no mercado gospel contratando cantores evangélicos, além de que no mês que vem teremos a Feira Internacional Cristã - FIC (com Mamom?), onde o mundo, digo, a Globo lucrará alegremente intermediando o mercado gospel em expansão.

Será que a Palavra de Deus está errada, como nos faz pensar as "marchas" e o atual contexto de boa parte das denominações ditas evangélicas?

"Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. Lembrai-vos da palavra que vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou." - João 15:18-21

Apesar de tudo, havia algumas pessoas sinceras naquele lugar, como se era de esperar. Havia os que se ajoelhavam e oravam fervorosamente; os que liam e entendiam, ou pelo menos buscavam refletir, sobre o conteúdo das faixas. Um pai e seu filho se juntaram a nós em certo momento, portanto cartazes onde traziam de forma simples uma reflexão sobre a Teologia da Prosperidade. Uma senhora e sua filhinha portavam cartazes agradecendo e glorificando a Deus por curas recebidas.

Poderia escrever mais sobre a Marcha, mas seria apenas a repetição de artigos das marchas anteriores. Deixo para apreciação (?) um vídeo com um resumo do que lá aconteceu: as vaias, as frases, pessoas se colocando na frente das faixas, estendendo roupas e bandeiras para tentar encobrir os versículos bíblicos que tanto lhes incomoda. Um festival de horrores.

Iniciei esse artigo com um diálogo sobre versículos que portávamos. E quero termina-lo com outra situação também relacionada com as faixas.

Duas crianças vestidas de forma bastante simples se aproximaram das faixas. A maiorzinha começou a ler para ela mesma e para a menor, de forma bem pausada:

"Se no Cristianismo prosperidade financeira é o que importa,
Por que Jesus era pobre?
E disse-lhes Jesus: as raposas têm covis, e as aves dos céus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça - Lucas 9.58"

Após a leitura, as duas crianças sorriram e continuaram a caminhar felizes.

Isso é o Evangelho puro e simples de Jesus: o que traz paz ao coração daqueles que são chamados de “bem-aventurados” por Jesus: aqueles que, para o mundo, não valem nada.

Assista ao vídeo do manifesto pacífico contra a Marcha Para Jesus em São Paulo:



Fonte: A Pedras Clamam

Pastor Silas Malafaia participa da Marcha para Jesus em São Paulo, e afirma que passeata LGBT foi “fiasco do ativismo gay”

Na tarde desse sábado o pastor Silas Malaia esteve na Marcha para Jesus de são Paulo, evento organizado pela igreja Renascer em Cristo. Durante seu discurso no evento, o líder religioso criticou o que ele classifica como tentativas de calar o povo evangélico, e afirmou que tal povo tem direito de influenciar na sociedade, assim como qualquer outro segmento social.

- Quero mandar um recado aqui, para quem pensa que a gente não é cidadão: Nós somos o povo evangélico como segmento social, cidadãos dessa pátria, e querendo o diabo ou não, nós vamos influenciar – declarou Malafaia, dizendo ainda que “o Estado é laico, mas não é ateu”.

O pastor falou ainda sobre a polêmica em torno do PDC 234/11, que ficou conhecido como projeto da “cura gay”.

- Os ativistas gays plantaram na imprensa uma mentira, uma safadeza de cura gay. Eu sou psicólogo e eu não conheço na psicologia a palavra cura. (…) Nós evangélicos não falamos de cura gay, isso é conversa fiada – afirmou Malafaia, que ainda criticou a política nacional, afirmando que precisamos de menos roubalheira e mais governo.

Antes de sua participação no evento evangélico, Malafaia ironizou o número de pessoas nas manifestações do Dia Mundial do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Pelo Twitter, Malafaia classificou o a passeata LGBT, que segundo o jornal O Globo reuniu mil pessoas no centro do Rio de Janeiro, de “fiasco do ativismo gay”.

- No dia do orgulho LGBT meia dúzia de gente no RJ na Av Rio Branco.a sociedade ñ apóia, apenas a imprensa parcial q anuncia antes e depois – afirmou o líder evangélico.

- Se eu sou ativista gay ficava com vergonha de um fiasco desse nível .a imprensa anuncia antes, durante e depois.vejam as fotos Nos jornais – completou Malafaia.

Veja os vídeos da participação de Silas Malafaia na Marcha para Jesus em São Paulo:

Fonte: GM

Marquinhos Indaiá quer banheiros químicos em feiras livres de Poá

A proposta inclui ainda que sejam disponibilizados equipamentos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, para o uso de feirantes e frequentadores

O presidente da Câmara Municipal de Poá (SP), Marcos Ribeiro da Costa (PDT), o Marquinhos da Indaiá, protocolou no Legislativo um projeto de lei que dispõe sobre a instalação de banheiros químicos nas feiras livres da Estância Hidromineral de Poá.

A proposta inclui ainda que sejam disponibilizados equipamentos adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, para o uso de feirantes e frequentadores.

De acordo com o documento, os banheiros químicos devem ficar à disposição da população do início ao término das feiras e a quantidade a ser instalada deve ser proporcional ao número de pessoas previstas e ainda ser direcionados aos sexos masculino e feminino, separadamente.

Idealizador do projeto que deve ser apreciado após o recesso parlamentar, Marquinhos da Indaiá diz que o principal objetivo é atender as necessidades dos trabalhadores das feiras livres, bem como os usuários.

“As feiras livres devem atender ao padrão mínimo de higiene, protegendo a saúde das pessoas que a frequentam, razão pela qual se faz necessária a instalação destes equipamentos”, frisou.
Por ocorrer em vias públicas, Indaiá acredita que os banheiros químicos são a melhor opção. “Uma vez que são portáteis, de fácil manutenção, limpeza, podendo ser usados por qualquer pessoa”, completou.

“Os feirantes, muitas vezes, dependem da boa vontade dos comerciantes para utilizar o banheiro. Temos de dar dignidade e condições de trabalho à essas pessoas”, ponderou o presidente.
Ainda não há previsão para a votação da lei que dependerá ainda de sanção do Poder Executivo para entrar em vigor.

Fonte: AICMP / Foto: Adilson Santos

Sandro Nazireu na ExpoEvangélica

Cantor marca presença na 8ª edição da  maior feira de produtos e serviços cristãos do Nordeste

O sanfoneiro mais feliz do Brasil, Sandro Nazireu, representa a Graça Music na 8ª ExpoEvangélica, considerada a maior feira de produtos, tecnologia e serviços cristãos do Nordeste. O evento, promovido pela F. Everton Feiras e Negócios, acontece de 3 a 6/7, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

A participação de Sandro está confirmada para os dias 5 e 6/7, às 20h. No repertório dos shows, sucessos dos dois trabalhos pela Graça Music: “Evangeliza” e “Misturado com Deus”, que reúnem canções embaladas pela velha e boa sanfona. Além de se apresentar no palco principal da feira, o cantor cumpre uma extensa agenda de divulgação que inclui entrevistas em rádios e TVs.

Sandro Nazireu
Sandro Nazireu iniciou a carreira musical aos 18 anos, como tecladista, e trabalhou com grandes nomes da música secular baiana. Viajou, conheceu o mundo e suas tristezas, até que, em 1998, encontrou a verdadeira alegria: Jesus.

Por um período, ainda dedicou-se à música secular, chegando a ter um trabalho de evangelização em seu estúdio, com cultos direcionados a músicos. Mas, logo depois, numa última viagem com a banda Mel, sentiu um direcionamento de Deus para deixar tudo para trás e seguir apenas com o seu dom para o louvor e a adoração a Deus. E assim fez.

Após cinco anos à frente do ministério de louvor da Igreja Batista do Matatu, em Salvador (BA), Sandro gravou seu primeiro CD: “Na presença do Senhor”. Hoje, é pastor e comemora o sucesso dos dois CDs pela Graça Music. “Tudo que plantei lá atrás, muitas vezes com lágrimas, estou colhendo com riso hoje. Estou muito feliz”, diz o cantor.

Serviço:
Evento: 8ª Expoevangélica
Data: 3 a 6/7, com participação de Sandro Nazireu nos dias 5 e 6
Local: Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza
Visitação: 14h às 22h (de 4ª a 6ª feira) e 9h às 22h (sábado)
Informações: www.expoevangelica.com.br

Fonte: AI

“A terapia psicológica é de fundamental importância para quem quer deixar a homossexualidade”, atesta Joide Miranda

Líderes religiosos, incluindo um ex-travesti, reafirmam a importância e necessidade da orientação psicológica para ex-gays

O pastor e ex-travesti Joide Miranda afirmou que a terapia psicológica é fundamental para ajudar quem quer deixar o estado da homossexualidade.  Em debate no Programa de Rádio da ANAJURE, ocorrido na noite desta quinta-feira (27), ele ressaltou que as sessões com a psicóloga foram de extrema necessidade em seu processo pessoal de volta ao padrão natural e normal de heterossexualidade. O programa abordou o tema  “Como superar a prática da homossexualidade”, e contou também com a presença do reverendo Alberto Thieme, criador do projeto ajudagay.org.

Abordando fatos de seu testemunho pessoal, Miranda reassaltou que a função da terapia não é obrigar ninguém a mudar sua orientação sexual, e sim fornecer apoio emocional a quem já optou por voltar à sua orientação sexual original. Ele ainda revelou que a demanda de pessoas que não estão satisfeitas com sua opção sexual é muito grande. Ele próprio atende gays de todo o mundo que buscam ajuda e o exemplo de quem um dia deixou a prática. “Por que não ajudar essas pessoas que estão desesperadas e querem deixar o estado da homossexualidade?”, questionou.

O líder religioso, ex-gay, enfatizou que ninguém nasce homossexual. “Isso é uma mentira que está sendo pregada pela mídia neste dias”, destacou.

Deserto
Miranda contou que sua maior batalha foi travada no nível mental. “Minha mente era totalmente pervertida, mas depois que eu comecei a ser evangelizado, eu deixei todas as minhas amizades, pois naquele momento elas só iam me prejudicar. Passei a buscar coisas novas, vieram muitos conflitos e noites mal dormidas, foi uma luta muito grande no meu interior”, revelou.

Segundo ele, tem que haver uma renúncia, para que a pessoa tenha sua mente transformada. “Se você tinha um natureza pecaminosa, tem que lutar para que essa natureza nova sobrepuje a velha. Não é um processo fácil, é uma trajetória pelo deserto, tem que pagar o preço.” Mas ele ressaltou que a vitória vem com a luta depois de passar pelo “vale”.

Ele voltou a falar da extrema importância que teve com o apoio de uma profissional de psicologia. “Meu interior estava todo bagunçado. Eu colocava meus sentimentos para fora, e a Dra. Rosalba me ajudou a resgatar minha verdadeira identidade”, atesta.

Ele contou que enquanto estava na prática homossexual tinha uma vida abastada e gozava de fama e prestígio como travesti na Europa. Revelou também que alternava momentos de aparente alegria com depressão, pela perspectiva sombria dos anos vindouros, a exemplo de seus amigos mais velhos.  “Eu vivia momentos alegres, hoje tenho uma felicidade plena”, revelou.

O reverendo Alberto Thieme, que fundou instituições e orfanatos que abrigavam crianças de rua explicou que atualmente também trabalha com homossexuais. Coordena atualmente o projeto ajudagay.org, que surgiu com a necessidade de atender aos pedidos de diversos homossexuais que manifestavam querer deixar a prática.

PDC 234/2011
O Projeto de Decreto Legislativo 234/2011, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Entre outros pontos, permite que psicólogos atendam homossexuais que expressem sua vontade de deixar a prática.

O PL propõe a suspensão da validade de dois artigos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999. Um dos trechos da Resolução nº 1/99 que o deputado quer suprimir é o parágrafo único do Artigo 3º, que estabelece que psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades. Além desse trecho, propõe a suspensão do Artigo 4º, que proíbe a manifestação pública que reforcem “preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais”.

Segundo o reverendo Thieme, depois de 1999, seus ministérios passaram a sofrer restrições com a resolução do Conselho Federal de Psiciologia. “Então as instituições hoje estão sofrendo por não poder contar com a ajuda desse profissionais que colaboram e muito no suporte psicológico aos que necessitam”, descreve o reverendo Thieme.

O projeto já ajudou 68 pessoas em oito meses de existência. Quem quiser participar e receber ajuda deve entrar no blog www.defesahetero.org ou enviar email para o email: defesa_hetero@yahoo.com .

Fonte: AI







Sobre a ANAJURE

A Associação Nacional dos Juristas Evangélicos - ANAJURE foi fundada com a missão de constituir-se uma entidade de promoção e defesa das liberdades civis fundamentais – em especial a liberdade religiosa e de expressão. Empenhada na defesa dos deveres e direitos humanos fundamentais, em especial o princípio da dignidade da pessoa humana, sua atuação está pautada nos pilares do Cristianismo e do Estado Democrático de Direito.

Em seu corpo diretivo constam nomes do mais alto gabarito da cena jurídica nacional. Cada região brasileira está representada por meio de juristas, procuradores, juízes e desembargadores, entre outros, que integram o Conselho Diretivo e Consultivo da associação.

Com domicílio na cidade de Campina Grande, Paraíba, possui seu escritório de representação em Brasília – DF.

domingo, 30 de junho de 2013

Vítimas da impunidade participam de manifestação na capital paulista

Cerca de 2 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, participaram hoje (30) de uma manifestação pacífica contra a impunidade. Movimentos contra a violência, parentes de vítimas e outros participantes usaram roupas pretas e começaram o ato no Parque do Povo, no Itaim Bibi, zona oeste da capital paulista. Em passeata, foram até o Parque Ibirapuera, onde encerraram o protesto.

Durante o chamado Dia D pelo Fim da Violência e Impunidade foram colhidas assinaturas para um documento que será encaminhado ao Senado e à Câmara dos Deputados.

O coordenador da campanha pelo fim da impunidade e pela união das vítimas de violência, Roberto Sekiya, explicou que o principal item da pauta é a mudança do Código Penal, com leis que combatam os crimes contra a vida. “Está ocorrendo agora a reforma do Código Penal e queremos a elevação das penas máximas de 30 para 50 anos, o aumento da pena mínima para o crime de homicídio simples de seis para dez anos, a elevação do tempo para a progressão de pena e a volta do exame criminológico para a concessão de benefícios penais. Hoje se liberta qualquer um sem nenhum critério, queremos que quem não tenha condição não volte à sociedade para cometer os mesmos crimes”, disse.

Maria Helena dos Santos Sampaio é mãe de Mário, morto no Guarujá em 31 de dezembro de 2012 pelo dono de um restaurante, após reclamar de uma diferença na conta. Ela veio de Campinas para compartilhar a dor da perda de um filho vítima de violência. “O meu grito hoje é: 'Chega de violência'. Precisamos de leis mais duras para os nossos jovens. Não estou falando só para adultos. Eu, como mãe, sou vítima dessa violência e fui condenada. Por que os bandidos não vão ser condenados?”.

Vanderleia Barbosa é irmã de uma vítima de assassinato, há nove meses, no Embu Guaçu, região metropolitana de São Paulo, e está revoltada com a demora nas investigações e por ouvir sempre que o inquérito está correndo em segredo de Justiça. Segundo ela, as informações sobre os assassinos existem, mas os investigadores nada fazem.

Depois de perder o filho de 35 anos, Alex Haush, em um acidente de carro, Maria Luiza se apoiou nas campanhas contra a impunidade para tentar diminuir a dor.  De acordo com ela, Alex, que era médico, estava em uma hamburgeria com um colega de trabalho e quando entraram no carro para ir embora, outro veículo chegou no estacionamento e bateu no deles, do lado em que Alex estava, causando  morte instantânea.

“Não há palavra no dicionário que possa expressar essa dor. Se usa imensurável, mas é pouco porque é uma dor que a gente dorme e acorda com ela. Para conseguir sobreviver, estou entrando nas campanhas em busca de tentar melhorar a situação para toda a sociedade. Por isso estamos aqui hoje. É inacreditável que uma pessoa mate outra e seja sentenciada com cinco anos de prestação de serviço”, comentou.

A presidenta da Associação Justiça É o Que se Busca, Sandra Domingues, informou que a organização acompanha 400 casos em todo o país, dando assessoria e apoio aos parentes. “Nosso objetivo é a reforma do Código Penal e a revisão da maioridade penal para que as vítimas não tenham que passar a vida toda implorando por justiça e direito à vida”. Ela destacou que a luta pela impunidade ainda é uma questão à parte da sociedade, pois participam apenas vítimas ou parentes de vítimas. “Infelizmente, as pessoas ainda não lutam por amor, a maioria só se junta a nós pela dor”.

Fonte: AB

Jean Wyllys classifica Marcha para Jesus de São Paulo como “marcha para longe de Jesus”

No início da noite de ontem sábado, o deputado federal e ativista gay Jean Wyllys (PSOL-RJ) fez comentários a respeito da Marcha para Jesus de São Paulo. Através do Twitter, Wyllys afirmou se tratar de uma marcha “para longe de Jesus”, e comentou sobre as vaias recebidas pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) durante o evento.

- E a marcha para (longe de) Jesus mostrou ao governo do PT que de nada adiantou este ter traído suas bandeiras históricas, né? – afirmou o deputado, ao comentar sobre as vaias recebidas pelo ministro.

Jean Wyllys ainda classificou os evangélicos como fundamentalistas, ao dizer que o governo do PT teria ignorado outros segmentos da sociedade em favor dos evangélicos, e que em troca recebeu uma vaia durante o evento na capital paulista.

- O governo do PT fez o que fundamentalistas queriam – praticamente ignorou DHs de minorias – e os fundamentalistas lhe deram vaia em troca! Com o ministro Carvalho vaiado e cartazes anti-Lula, a marcha para (longe de) Jesus mostrou ao governo do PT que de nada adiantou adulá-la! – completou Jean Wyllys, criticando a proximidade do governo da presidente Dilma com líderes evangélicos.

- De que adiantou o governo federal IGNORAR os DHs de minorias pra agradar aos fundamentalistas religiosos da base do governo? Respondam-me! – ressaltou o parlamentar.

Jean Wyllys criticou também o partido Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, está usou a Marcha para Jesus para colher assinaturas necessárias para a formalização do registro da sigla.

- Se Marina coleta assinaturas na marchinha de Malafaia e na Marcha para Jesus (na Parada Gay, não) está dizendo que Rede é essa, né? – dizia uma mensagem retransmitida por Wyllys, que em seguida afirmou que a Marina Silva não é uma melhor alternativa que o governo Dilma.

Fonte: GM

sábado, 29 de junho de 2013

Marisa Lobo oferece orientação psicológica online

A psicóloga Marisa Lobo publicou em uma rede social que através de seu site irá oferecer ajuda psicológica online.

Através de um processo mediado pelo computador, a psicóloga atenderá via MSN, Skype ou Email. É um forma segura e prática segundo informações do seu site, de encontrar orientação psicológico.

Formada pela universidade Tuiuti do Paraná, o preço das consultas online serão de R$ 100,00 reais por hora.

As orientações por Email, serão realizadas em 4 etapas:
1) O paciente envia um e-mail descrevendo o seu momento atual, relatando sobre si e o que deseja da Orientação, 2) Eu, psicóloga Marisa Lobo, respondo também com ume-mail, propondo outras questões, 3) O paciente responde novamente com outroe-mail, 4) E então há a segunda resposta na qual podem ser passadas técnicas específicas para serem realizadas até a próxima Orientação, quando volta-se à etapa 1.

Segundo a Marisa, a psicologia online funciona e gera efeitos, os resultados são semelhantes aos da psicologia clínica, com o atendimento presencial. A única diferença é que os atendimentos online são de no máximo 20 sessões.

Fonte: O Verbo

Em coletiva, Apóstolo Estevam fala sobre a Marcha

Durante entrevista coletiva realizada na tarde deste sábado (29/06), Apóstolo Estevam Hernandes disse que estima que milhões de pessoas participaram para a Marcha para Jesus deste ano,  embora a Polícia Militar ainda não tenha passado os dados oficiais. Para ele, esta foi a maior Marcha destes 21 anos de história.

O apóstolo ressaltou que se tratou de uma marcha totalmente pacífica, sem incidentes, como as realizadas nos anos anteriores, e que o objetivo maior é sempre ressaltar o nome de Jesus.

O ministro da Casa Civil, Gilberto Carvalho, compareceu à Marcha para Jesus representando a Presidenta Dilma Rousseff e  parabenizou o Apóstolo Estevam e a Bispa Sonia Hernandes pela organização pacífica do evento. O govenador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também esteve presente ao evento.

Números da Marcha
O maior evento cristão do mundo contou com mais de 1.200 caravanas, de várias partes do Brasil. Cerca de dois mil ônibus foram alocados em bolsão reservado pela CET – Companhia de Engenharia de Tráfego.

Neste ano, a Marcha contou com dez trios elétricos, de diferentes igrejas.

Fonte e Foto: Bruno Bros

Pesquisas indicam que casos de homofobia triplicaram

O registro de casos de violência por homofobia indica que no ano passado triplicou o atendimento na rede pública.

E o atendimento na rede pública deverá ser obrigatório. Para a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, a diminuição da violência requer ação conjunta de setores como: saúde, segurança pública, justiça, educação e assistência social.

O relatório sobre Violência Homofóbica indica que 3.084 denúncias e 9.982 violações de direitos humanos registradas em 2012. No ano passado foram 1.159 denúncias de violência e 6.809 violações de direito. Também obteve crescimento de 183% no registro de violência por homofobia, de 1.713 para 4.851.

“Este é um instrumento fundamental para o enfrentamento à violação e promoção de direitos”, destacou o coordenador-geral de Promoção dos Direitos LGBT, Gustavo Bernardes.
Em 2012 as denuncias mais comuns foram; violência psicológica, discriminação e violência física. Diferente de 2011, onde as denúncias em sua grande maioria partiram das vítimas, no ano passado em mais de 71% dos casos, foram terceiros que nem sequer conheciam as vítimas os autores das denúncias.

Como essa é a segunda edição do “Relatório Sobre Violência Homofóbica”, a comparação dos dados sobre as agressões contra a população LGBT é inédita no País. “Este é um instrumentos fundamental para o enfrentamento à violação e promoção dos direitos LGBT”, destacou coordenador-geral de Promoção dos Direitos LGBT, Gustavo Bernardes.

Entre 15 e 29 anos (61,6%), são os que mais sofreram alguma violência, e mais da metade dos agressores conheciam a vítima. Com base em dados do Disque Direitos Humanos, Central de Atendimento à Mulher e 136 da Ouvidoria do Ministério da Saúde se chegou a estes números.

Fonte: O Verbo

Procon recebeu quase 200 queixas sobre transporte público no Rio desde maio

Rio de Janeiro- Antes de o valor da passagem de ônibus ter o reajuste para R$ 2,95, já suspenso, o transporte público na região metropolitana do Rio já era alvo de reclamações dos usuários por problemas enfrentados diariamente, como falta de manutenção, lotação, longas filas e pouca acessibilidade para portadores de necessidades especiais. De maio a junho, a Autarquia de Proteção e Defesa do Consumidor do governo estadual (Procon-RJ) recebeu 197 queixas contra o transporte público, maior parte relacionada a serviço de ônibus.

Os problemas relatados motivaram a Operação Roleta Russa, que interditou 446 carros até que fossem realizados os reparos necessários, o que já ocorreu com 389.
"A impressão é que os empresários de ônibus, em sua grande parte, não respeitam o consumidor, oferecendo um serviço de baixa qualidade e risco. Encontramos ônibus com bancos soltos, que podem agravar um acidente ou dar um tombo em uma criança ou um idoso, com ferros soltos, pneus carecas e sujeira. Em alguns casos, o consumidor vai trabalhar, entra no ônibus e chega no trabalho com a roupa suja", avaliou o diretor de Fiscalização do Procon-RJ, Fábio Domingos, que está à frente da operação. Segundo ele, a Roleta Russa vai se tornar permanente.

O diretor de Fiscalização disse que a situação é mais problemática na zona oeste e na Baixada Fluminense, onde as três empresas campeãs de reclamações sobre transportes no Procon têm linhas: Real, Pégasos e Transmil. "Quanto mais humilde é o consumidor, menos assistido ele é por essas empresas. As linhas na zona sul e no centro parecem ter uma frota privilegiada. Às vezes, a mesma empresa que circula na zona sul reserva os ônibus em qualidade pior para uma região mais humilde. As empresas que servem a essas regiões são piores, apesar de o preço ser o mesmo", diz o diretor do Procon.

A doméstica aposentada Isabel Ribeiro, de 75 anos, percebe essa diferença. Ainda trabalhando, ela sai de Nova Iguaçu às 6h30 para chegar em Copacabana antes das 10h, três ônibus depois. Segundo ela, o segundo coletivo, que a transporta de Mesquita para o centro do Rio, é mais problemático que aquele que completa o caminho até a zona sul: "O de Mesquita demora muito e sempre enguiça. Tem que ter mais condução, porque o ônibus demora muito a sair. Só não pego o trem porque é muito cheio".

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro, que representa dez sindicatos regionais e 220 empresas de ônibus, informou que orienta todas as empresas afiliadas a se pautarem pela legalidade e respeito ao consumidor. Segundo a Fetranspor, a frota do Rio de Janeiro é a mais nova do país, com média de 3,3 anos no município do Rio e de 4,2 anos no estado.

Sobre a zona oeste, a entidade disse que é a região que recebe mais investimentos com os BRTs, sigla em inglês para transporte rápido por ônibus, que usa corredores exclusivos. De acordo com informação da assessoria, esses veículos já estão em circulação entre a Barra da Tijuca e Santa Cruz e terão o circuito ampliado até 2016. A Fetranspor destacou que o governo do estado já manifestou a intenção de levar o projeto à Baixada Fluminense - na Via Dutra e na Rio-Petrópolis – e a São Gonçalo.
Os trens também motivaram reclamações de usuários ao Procon e uma operação de fiscalização neste ano, a Via-Crúcis, também em maio. "A Supervia foi multada em todos os ramais, por problemas diversos, como falta de banheiros nas estações, falta de acessibilidade para cadeirantes, distância dos vagões e a plataforma sem nenhum padrão de estação", enumera o diretor do Procon-RJ. Ele disse que encontrou mais problemas nos ramais que atendem à Baixada Fluminense, especialmente no Saracuruna, onde mora o portador de diplegia Fábio Lourenço Chagas, que evita o trem pela falta de acessibilidade e respeito dos passageiros.

"Prefiro ir de ônibus porque no trem e no metrô é difícil de entrar, tem muito empurra-empurra e uma vez acabei caindo na hora de embarcar. Mas, mesmo assim, ainda acabo viajando em pé às vezes, porque as pessoas não dão lugar", diz Fábio, que trabalha em Botafogo, zona sul da cidade, como auxiliar administrativo.

Por meio de nota, a Supervia informou que 20 dos 60 novos trens encomendados começarão a circular em 2014, dois anos antes do previsto, o que permitirá retirar de circulação as composições mais antigas e facilitar a padronização das estações. Sobre acessibilidade, a concessionária disse que vai instalar 35 elevadores em 20 estações até 2016, além de coberturas, rampas de acesso, piso tátil e outras adequações ao padrão internacional de acessibilidade.

No metrô, a qualidade do serviço foi considerada melhor em vistoria realizada também neste ano, sem problemas de limpeza ou de falta de manutenção. Apesar disso, os fiscais identificaram a falta de banheiros nas estações, problemas no funcionamento dos elevadores para cadeirantes e poucos guichês de atendimento nas bilheterias, segundo Domingos.

Nas barcas, que ligam o centro do Rio a dois pontos de Niterói, a Ilha do Governador e a Ilha de Paquetá, problemas de acessibilidade também foram apontados. "As barcas têm filas imensas, com grande tempo de espera e disponibilidade insuficiente de guichês de atendimento".

Morador de São Gonçalo, o atendente comercial João Couto, de 44 anos, usa as barcas diariamente para escapar aos engarrafamentos na descida da Ponte Rio-Niterói, mas perde tempo nas filas da estação na Praça Arariboia, em Niterói. "Na barca, não tem trânsito, mas pode levar até 40 minutos para embarcar. Trabalho no centro do Rio há 18 anos, e antes eu levava esse tempo para ir de ônibus direto de São Gonçalo para lá. Hoje, demoro mais de duas horas se for pela ponte".

As vistorias do Procon geraram multas para as concessionárias com valores de R$ 480 mil a R$ 7,2 milhões. Se depois de julgadas as empresas não corrigirem os problemas, fiscais da autarquia podem multá-las em dobro em uma nova fiscalização.

A CCR Barcas respondeu que está reformando as estações Arariboia e Charitas, em Niterói, e Praça 15 e Paquetá, na capital fluminense, com investimento de R$ 50 milhões, além de revitalizar a infraestrutura das estações e implementar obras de segurança e treinamento de pessoal. Segundo a concessionária, o governo do Rio está adquirindo nove barcas para renovar a frota, por um valor de R$ 273 milhões.

Fonte: AB

O pastor vai às ruas

Com exceção à Marcha Para Jesus, ele nunca havia frequentado uma manifestação. Não é ligado aos movimentos sociais organizados, não tem filiação partidária e torce o nariz para a ideologia do Movimento Passe Livre (MPL). Peterson Alves de Silva, 32 anos, tem perfil improvável para um agitador de protestos: é pastor em uma igreja evangélica, trabalha como analista de sistemas, nasceu e mora no Capão Redondo, bairro pobre na periferia de São Paulo.

Nas últimas semanas, ele liderou duas das maiores manifestações na periferia paulistana. A primeira reuniu 6 mil pessoas na sexta dia 21. Para a segunda, na quarta dia 26, havia 7 mil confirmações no Facebook, mas pouco mais de 300 jovens compareceram. Número significativo quando se considera que se tratava de uma noite chuvosa e que não houve mobilização de movimentos organizados.

Os participantes eram, em sua maioria, alunos de escolas públicas convidados pelos amigos do bairro. Peterson foi chamado por eles para entrar na organização quatro dias antes do primeiro ato, quando já havia quase 3 mil confirmados. Os jovens estavam determinados a fazer parte da onda que assistiam pela TV, mas queriam uma cara “séria” na organização. Um deles conhecia Peterson das oficinas culturais que ele realiza na igreja e nos CEUs, os Centros Educacionais Unificados. No vácuo de outras lideranças que atuam na região, mas não se engajaram no ato, Peterson assumiu o megafone da turma. “Eu não tinha experiência, mas aceitei ser empurrado para esse papel”.

Cuidadoso e carismático, ele tem um estilo bem diferente da maior parte dos líderes de protestos de rua que pipocam pelo Brasil. Escolhe palavras propositivas, não ataca partidos nem critica a burguesia. Peterson tenta adaptar, à mobilização de rua, a retórica adquirida na experiência como pastor.

No início da caminhada do segundo ato, antes de puxar o hino nacional, ele pediu que os meninos e meninas segurassem as mãos da pessoa ao lado e as levantassem para o alto. Os manifestantes cantaram o hino como quem faz uma oração. A cada quilômetro de caminhada, Peterson fazia uma “parada para reflexão”, quando falava sobre a importância dos jovens e do bairro. Em uma delas, pediu para o grupo sentar e repetir frases como: “nós temos história”, “nós vamos mudar o país”.

Embora houvesse uma beleza no coro de vozes adolescentes entoando promessas de emancipação, o efeito era prejudicado pela hierarquia do grupo, que nesse momento lembrava a de uma sala de aula.

A idade média dos manifestantes variava entre 13 e 19 anos. Eles alternavam gritos de guerra a ataques de riso efusivos enquanto caminhavam pelas duas faixas da Estrada de Itapecerica, a principal via de ligação com a ponte que os separa da região central. “Eu passo horas nesse trânsito todo dia, nem acredito que tomamos a estrada. É uma sensação boa demais!”, disse uma menina de 14 anos, sorriso eufórico no rosto ao andar entre as fileiras de carros e ônibus parados.

As principais demandas dos adolescentes eram sobre educação, “respeito” e “união”. Quando indagados sobre quais eram os problemas que vivem no cotidiano, a reclamação era a escola. “A educação é um lixo” e “os professores faltam muito” foram as respostas campeãs de audiência.

A maior parte dos manifestantes aderia aos comandos de Peterson, mas havia exceções. Na frente do hospital público do Campo Limpo, ele pediu um minuto de silêncio e reflexão sobre “as pessoas que estão morrendo lá dentro”. Muitos ficaram introspectivos, alguns até se emocionaram. Outros não resistiram à vontade de continuar o papo.

Havia ainda um grupo de seis adolescentes que se apresentava como punks “contra o governo, a pátria e a péssima qualidade das escolas”. Esses discordavam de quase tudo que Peterson dizia. Ficavam especialmente irritados quando ele puxava o hino ou o grito que tem marcado as manifestações pelo Brasil: “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Carregavam uma faixa onde se lia “antifascista” e um cartaz escrito “a sua pátria não me representa”. Peterson temia que os grupos entrassem em choque. Mas, conversando, os jovens se entenderam ao longo do caminho e não houve problemas.

A excitação entre os manifestantes era intensa. Eles falavam alto e andavam em passos acelerados. De vez em quando Peterson tentava diminuir o ritmo, gritava ao megafone: “Segura aí pessoal!”. Sem sucesso, a juventude não sabe andar devagar.

Fazendo um paralelo com seus estudos religiosos, Peterson tenta entender a motivação dos jovens que saem às ruas do Capão e do país. Para ele, “entusiasmo” é a palavra que melhor traduz o atual estado de espírito das ruas. “É uma palavra que define o estado de pessoas que são motivadas por algo maior, uma causa profunda e eterna. Quando você desperta uma situação como essa que está acontecendo no país e ela se dissemina entre jovens entusiasmados, isso pode tomar proporção que não se prevê”.

Ele lembra da origem da palavra que, nas religiões da Antiguidade, significava um estado de exaltação de quem recebe uma inspiração divina. Mas não atribui caráter religioso aos protestos. “Eu seria arrogante em dizer que sei o que está acontecendo. Esse entendimento só a história vai nos dar”.

Peterson é aberto a novas ideias, considera-se um evangélico precoce para o seu tempo. No vídeo em que chamava as pessoas ao segundo ato, por exemplo, ele convida todos os grupos religiosos do bairro, inclusive católicos e umbandistas (as duas religiões são ligadas a entidades sociais importantes na região). Ele sabe que pode sofrer represálias por isso, mas não se arrepende. Ele pede para não identificar o nome de sua igreja nessa reportagem, pois seu engajamento nos protestos são uma iniciativa individual, não tem o apoio oficial da instituição.

Enquanto os jovens marchavam no Capão, um ato com número similar de pessoas ocupava a Avenida Paulista para protestar contra o deputado e pastor Marcos Feliciano, que propôs a votação de projeto de lei sobre tratamento psicológico para homossexuais. Pisando em ovos, Peterson se declara contrário à interferência da religião no estado. “Acho que essa é uma questão médica, a sociedade da categoria tem autonomia para decidir se deve haver tratamento ou não. Lamento que alguns queiram impor a doutrina fora da Igreja”.

Mas, afinal, qual seria sua opinião sobre uma das maiores polêmicas que divide a comunidade evangélica da sociedade moderna? Considera a homossexualidade como uma doença? Ele responde com cuidado: “Não tenho condições técnicas, do ponto de vista médico, para responder. E não posso falar do ponto de vista espiritual, pois não foi um tema em que aprofundei meus estudos como pastor. Mas acredito que o evangelho está sendo escrito no presente e não sabemos o que virá. Quem sabe um dia teremos um novo concílio? Quem sabe surjam novos evangelhos mais abertos e ricos sobre as maneiras de se relacionar com Deus e com os outros?”.

Peterson acredita que o país pode estar passando por uma profunda transformação em todas as esferas: política, social e espiritual. “Para mim, olhando a periferia, a mudança mais importante é no povo. As pessoas podem despertar sua visão para a política: do que é participar, criar grupos e fóruns para discutir os rumos do país”.

Apesar do foco na “mudança de consciência”, ele também negocia questões locais específicas. No dia do protesto, levou uma lista de demandas à subprefeitura. A estratégia, agora, é colher um abaixo-assinado para pedir união entre o governo estadual e o federal para construir a extensão do metrô do Capão até o Jardim Ângela – uma promessa antiga que nunca saiu do papel. Em breve, Peterson pretende bater na porta dos senadores paulistas em Brasília com o pedido. E já chamou outra manifestação para o dia 12 de julho.

Uma das dificuldades que o grupo enfrenta é a ausência de repercussão na mídia. Em dias diferentes, o Capão também foi palco de protestos organizados pelo MPL, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e grupo Periferia Ativa. Esses atos contaram com a cobertura da TV Globo, SBT, Bandeirantes, jornais e emissoras de rádio. Até o jornal britânico Financial Times cobriu o protesto. O ato pressionou o governador Geraldo Alckmin a atender duas demandas: redução da tarifa intermunicipal e aumento do bolsa aluguel. Já os protestos liderados por Peterson, embora reúnam quantidade similar ou superior de pessoas, não contaram com a presença de emissoras de TV, rádio ou jornal.

Enquanto descobre a vida de militante, Peterson alterna a nova rotina com o trabalho para sua carreira e para a Igreja. Nesse sábado, deve correr de uma reunião na subprefeitura direto para a Marcha para Jesus. Ele não recebe remuneração como pastor, seu sustento vem da prestação serviços como analista de sistemas autônomo.

No dia que lhe conheci, andamos do seu trabalho até a estação de trem. Depois de contar sobre a reunião que faria naquela mesma noite com os jovens do Capão, ele encolheu os braços e mergulhou no vagão lotado. Tão cheio que as janelas estavam embaçadas. A porta não fechou porque a ponta do seu sapato estava no trilho. Como não era possível dar um passo para trás, Peterson mudou o ângulo do pé, liberando a porta. E assim o líder partiu: corpo espremido pelos problemas do presente, cabeça fervilhando com as mudanças que aspira para o futuro.

Assista o vídeo do pastor convocando para a manifestação:

Fonte: Yahoo Notícias